“Os Números de Ághora: Seven” – uma jornada épica de valores e amizade por Fábio BeGi

Luca Moreira
21 Min Read
Fábio BeGi

Na tranquila rotina de Elaine, a descoberta de um espiral mágico desencadeia uma jornada que transforma sua vida comum em uma aventura extraordinária. O livro “Os Números de Ághora: Seven”, escrito por Fábio BeGi, mergulha os leitores em um universo repleto de reinos mágicos, seres fantásticos e desafios épicos.

Elaine, a jovem protagonista, cruza a fronteira entre a realidade e o fantástico ao adentrar o mundo encantado de Ághora. Nesse reino de maravilhas e perigos, ela descobre que sua linhagem familiar lhe confere uma responsabilidade extraordinária: enfrentar poderosos vilões e salvar os habitantes de Ághora do domínio das forças obscuras.

Acompanhada por Chien, um valente pequeno guerreiro, e Sheeva, uma gatinha alada, Elaine enfrenta desafios épicos. Em meio a florestas imponentes e reinos exuberantes, a amizade entre o trio se torna um alicerce crucial para superar os obstáculos e proteger a paz em Ághora.

“Os Números de Ághora: Seven” transcende a aventura para explorar temas universais como empatia, amor e superação. Fábio BeGi conduz os leitores por uma narrativa repleta de mistérios e reviravoltas, destacando a importância da justiça, da honestidade e da bondade como os verdadeiros poderes que impulsionam os indivíduos.

Nesta história cativante, valores como amizade e a busca pelo bem comum ganham vida, lembrando aos leitores jovens e adultos que, em meio a desafios extraordinários, são os valores humanos mais simples que iluminam o caminho em direção ao heroísmo verdadeiro.

Elaine, a protagonista de “Os Números de Ághora: Seven”, embarca em uma aventura ao descobrir um espiral que a levará para um mundo fantástico. Como você descreveria o processo de criação desse universo e das diversas paisagens que ela encontra?

O processo de criação dos Reinos de Ághora surge com a inspiração em diversos livros e jogos de RPG, tanto de tabuleiro quanto de videogames. Sempre muito comum para a ambientação de uma boa história, a composição do “mapa” de um mundo novo se constrói meticulosamente e com muito cuidado, pois cada local – e Ághora possui muitos – deve refletir as diferentes nuances de seus respectivos guardiões. Alguns lugares são agradáveis e convidativos enquanto outros representam perigos constantes e devem ser evitados ao máximo. Boas temáticas podem surgir mesmo usando como fundo apenas um pequeno quarto ou uma viagem dentro de um trailer, mas poder desenvolver um mundo aberto com tantos palcos diferentes garante uma imersão maior para uma aventura que pede por exploração e conhecimento. Ághora é um mundo que tem, sim, seus limites, mas, dentro desses limites, há muito o que ser observado.

No enredo, Elaine se depara com a responsabilidade de combater vilões poderosos para salvar os habitantes de Ághora. Qual é a inspiração por trás da linhagem familiar convocada para resolver os problemas desse mundo?

Quando essa história foi idealizada, ela não começou a ser escrita a partir de seu princípio, que remonta a várias gerações já passadas de uma mesma família. O principal motivo para escolher esse caminho é poder contar uma aventura que venha desde muito tempo atrás e possa seguir muito tempo para frente. Na cultura pop, podemos encontrar a temática da continuidade familiar em filmes, como a saga Star Wars e os Skywalkers, nos animes, como Naruto/Boruto, nos videogames, como em Castlevania e os Belmont, ou nos livros, como Game Of Thrones e a família Targaryen. Todos esses citados serviram de base para que fosse adotada a família que, de predecessor a sucessor, encontra já marcado em alguns de seus nomes uma forte conexão com o mundo de Ághora e a possibilidade de um dia viajarem até lá. Porém, a conexão entre os familiares não se dá única e exclusivamente em linha reta, uma vez que não necessariamente são os pais e depois seus filhos que têm essa missão. O motivo para tudo isso está na história de origem que ainda não foi escrita.

A interação de Elaine com personagens como Chien, um pequeno guerreiro, e Sheeva, uma gatinha alada, é essencial para a trama. Como essas relações contribuem para os desafios que ela enfrenta e para as mensagens sobre amizade presentes no livro?

A conexão entre esses três principais personagens é quase imediata. Elaine, que é originária da nossa Terra, e Sheeva e Chien, que moram em Ághora – cada um pertencente a um dos reinos. A união crescente entre eles estabelece um forte vínculo de amizade que tornará a aventura pela qual passarão mais possível de ser realizada. Numa vida em sociedade, jamais estamos isolados. Não somos sequer os únicos heróis em nossas próprias aventuras. Temos sempre em nossos familiares, amigos, professores, colegas de trabalho e até mesmos em pessoas que nos são desconhecidas uma relação de via dupla, de ação e retribuição que pode nos auxiliar muito nos momentos em que mais necessitamos, ao mesmo tempo que podem nos atrapalhar na mesma proporção se não conseguirmos conviver em harmonia. Elaine, Sheeva e Chien são fundamentais uns aos outros para completarem a missão que lhes é proposta, mas nem sempre isso trará a todos apenas momentos felizes, pois amigos de verdade também estão juntos nas adversidades, sejam elas quais forem, e fazem o que tem que ser feito mesmo que isso, por vezes, acabe machucando. Mas eles nunca deixam de estar ligados por um forte sentimento de carinho e companheirismo que tanto caracteriza uma verdadeira amizade.

Fábio BeGi

Valores universais como empatia, amor, justiça e bondade são abordados no livro de forma envolvente. Como você construiu a narrativa para transmitir esses valores aos leitores, especialmente ao público jovem?

Toda a geração que passa por seu tempo sempre vê a nova geração como algo um pouco negativo, como se no passado as coisas fossem sempre melhores. O fato é que podemos realmente estar certos sobre determinados aspectos do que criticamos, porém o mundo sempre avança e de certa forma tende a melhorar com o passar do tempo de várias maneiras. A tecnologia muda, o entendimento sobre a língua se transforma, a música cria novos estilos, a dança se reinventa e assim por diante. Mas há coisas que jamais irão mudar nos seres humanos: nossos sentimentos. De forma geral, o que fere a um humano deveria ferir a todos, mas somos tão únicos e tão diferentes que podemos e temos perspectivas muito diversas sobre os mais variados temas e acontecimentos. O mundo é, sim, relativo em suas muitas realidades, mas há coisas que são únicas e que seguem uma direção imutável: o amor, a bondade e a maldade, a verdade… Tentar passar esses valores de uma forma de fácil compreensão para o leitor é uma tarefa, em alguns momentos, muito árdua. Nunca sabemos como aquele que lê irá entender o que tentamos explicar em uma passagem ou um simples diálogo. Mas sempre esperamos atingir essa expectativa e demonstrar que, por mais diferentes que possamos ser uns dos outros, há esses laços que nos unem e que nos fazem compreender melhor a todos. Na história, para poder contemplar o que é a bondade, faz-se necessário explorar a maldade, mesmo que em determinado ponto você não consiga dizer quem é o bom e quem é o mau, a diferença está lá e é demonstrado como enxergá-la. Por isso, essa aventura é contada desde o amor familiar e a união pela amizade, até entrarmos nas dificuldades criadas por aqueles que querem apenas destruir todas as coisas boas que surgem desses laços eternos, simplesmente por não conseguirem compartilhar dessa sensação de felicidade.

“Os Números de Ághora: Seven” explora temas como o cultivo do amor e a superação de obstáculos para o amadurecimento. Como esses aspectos da história refletem a jornada de Elaine e sua evolução ao longo da trama?

Elaine é uma garotinha que, por ser um pouco acima da média na escola, acaba sendo isolada pelos colegas. Ela praticamente não tem amigos fora de sua família, e isso a afeta negativamente. Quando ela chega em um mundo totalmente diferente, com criaturas fantásticas convivendo em harmonia, é como se ela encontrasse uma nova oportunidade para fazer amizades, pois ali ela é apenas mais um ser diferente como tantos outros. Se na Terra Elaine preferia se fechar em um mundo mais infantil e particular pela falta de companhia de pessoas na sua faixa de idade, aos estabelecer um vínculo de confiança com seus novos amigos, tudo se transforma. Ela deixa pouco a pouco de ser uma menina inteligente, porém insegura, e começa a ter mais confiança em si, passando a ser uma líder que guia seus amigos e os incentiva a jamais desistirem. Mesmo em face aos maiores perigos, ela é capaz de continuar a confiar em suas habilidades e em seus amigos para resolver qualquer problema. É justamente na mente afiada de Elaine que giram todas as soluções para os maiores enigmas de Ághora, mas não se engane, pois essa nova forma de ver a vida também faz dela uma garota que já não teme até mesmo uma boa briga. A cada reino visitado, a cada armadilha vencida, a cada decisão feita, todos os amigos se transformam, pouco a pouco, de pequenos seres para os grandes heróis que Ághora tanto precisa.

Sua formação em Farmácia e sua experiência como advogado influenciaram sua abordagem na escrita? De que maneira essas diferentes áreas do conhecimento se entrelaçam em sua estreia literária?

Eu amo a literatura desde muito jovem, minhas fichas nas bibliotecas das escolas pelas quais passei podem atestar muito bem o que digo. Comecei a escrever ainda na época do colegial, porém me dedicava mais a comédia e pequenos poemas. Mais tarde resolvi contar alguns causos num blog, porém sem divulgar essas coisas. A minha formação acadêmica não influenciou essa história em particular, aqui encontra-se todo o meu amor pelas belas histórias que li ao longo da vida e que de muitas tirei inspiração. É claro, a inspiração não veio apenas de livros, como já falado. Porém as minhas áreas de atuação me deram base para outras obras já escritas. A mudança de perspectiva, ou percepção mais propriamente dita, que um estudante tem do mundo ao se formar influencia muito a maneira como ele vai agir em sua vida e até mesmo como vai narrar uma história. Eu dou muito crédito a todos os professores que me fizeram apreciar cada vez mais a beleza que está contida numa boa história.

Ao estrear na literatura com “Os Números de Ághora: Seven”, como você espera que os leitores se conectem com a história e com os valores transmitidos pelo livro?

“Os números de Ághora: Seven” é uma obra direcionada àqueles que estão começando a sentir o prazer de ler livros, sejam físicos ou virtuais, como aquele Fábio ainda na quinta série descobriu o quão maravilhoso era entrar numa biblioteca pela primeira vez e escolher sozinho o livro que queria ler. Ela não é uma história apenas para leitores infanto-juvenil. Não importa a idade do leitor, eu tenho certeza de que será uma leitura dinâmica e cheia de coisas interessantes. Acho que, aos leitores mais novos, conhecer uma história baseada em alguém de pouca idade possa os aproximar mais dos personagens e ajudar cada um a se reconhecer em algum deles, ou pelo menos estimular a imaginação desse público para que se coloquem no lugar desses personagens. Aos mais velhos, tenho certeza de que a leitura poderá trazer à tona a nostalgia de ler uma aventura fantástica leve, com muita ação e investigação. Tenho certeza de que muitos não irão conseguir resolver alguns dos enigmas sem ler as respostas dos mesmos. Espero poder cativar os leitores pelos sentimentos que cada personagem pode passar a eles e, acima de tudo, poder apresentá-los a um mundo que ficará marcado no imaginário de cada um.

Você poderia compartilhar um pouco sobre o processo de criação e desenvolvimento de Fábio BeGi como escritor, desde a ideia inicial até a conclusão deste livro?

Ághora nasceu de um sonho. Não foi o primeiro livro que escrevi, mas é o que mais me faz querer continuar a escrever. No meu sonho, eu fui apresentado à Elaine e a Fênix no alto de uma montanha de onde era me mostrado um reino extenso. Dali, eu podia contemplar o reino em quase toda a sua essência. Foram apenas alguns minutos, minutos suficientes que me fizeram acordar no mesmo instante sabendo que eu deveria colocar no papel o que tinha visto. Eu ainda não sabia o nome daquele mundo, confesso que foi uma das últimas coisas que surgiu após completar a história. Porém, não foi uma história feita com pressa. Ela levou cinco anos para ser escrita, depois mais um tempo para ser revisada e ajustada. Neste meio tempo, outras histórias surgiram e foram sendo escritas em paralelo, mas sempre terminava meus fins de semana relendo e acrescentando mais algumas linhas na aventura. Em muitos momentos, esse entrelace de ideias para coisas diferentes me fez ter que parar um projeto e me dedicar a outro.  Acho que é coisa comum na mente de um escritor ou roteirista se perder entre tantos temas diferentes que surgem sem parar em nossas cabeças, tudo ao mesmo tempo e a toda hora. Eu não saberia descrever a sensação incrível de criar algo assim, também não sei dizer se os piores momentos são quando você inicia essa criação e se pergunta para onde que ir a partir dali ou seria, então, quando você sabe que aquele último ponto é o ponto final sobre tudo o que criou. Um simples sonho iniciou a minha obra, e meu objetivo é fazer com que as pessoas possam sonhar um pouco junto com ela.

Além de “Os Números de Ághora: Seven”, há planos para mais projetos literários no futuro? Você pode nos dar um vislumbre sobre o que os leitores podem esperar de suas próximas obras?

Eu tenho três obras publicadas em formato de e-book Kindle. Nenhuma é vendida em forma física, mas em breve poderemos rever essa decisão. Além de “Os Números de Ághora: Seven”, os leitores podem encontrar “IrreTOCável”, uma história divertida sobre um homem que sofre de transtorno obsessivo compulsivo e suas aventuras com seus amigos nada normais (para todas as idades). Também há “Onde está você, senhor Jones?”, uma história com temática mais adulta em contos que se entrelaçam e formam uma história que se complementa. Aos que lerem cada um deles, já aviso que irão se divertir em alguns casos e ficarão um pouco tristes em outros. Também já possuo mais duas histórias prontas, uma que será publicada agora, também na plataforma Kindle e outra que ainda está em fase de revisão. Quanto à Ághora, pretendo escrever a primeira história, da origem de tudo e depois passar para o tempo que antecede diretamente Seven, período que tanto é referenciada no livro.

Finalmente, o que o levou a escolher o título “Os Números de Ághora: Seven”? Há algum significado especial por trás desse nome que você gostaria de compartilhar com os leitores?

Quando escrevi a história, eu não sabia como chamaria esse novo mundo, por um tempo apenas chamei o mundo que criara de “Imaginária”, sabendo que não ficaria com esse nome, mas que o nome escolhido figuraria como título da minha história. O intuito era dar o nome do livro apenas pelo nome do mundo fantástico que nascia. Porém, passar a ideia de que a história existia antes e poderia passar a continuar depois residia no fato dos nomes das pessoas de uma família que tinham uma pequena diferença em comparação aos demais, um número completava o nome de cada uma dessas pessoas especiais. O fato de Elaine se chamar Elaine Seven é porque ela é a sétima pessoa dessa família a visitar Ághora, outros vieram antes dela e outros poderão vir depois.

O nome Ághora veio após uma aula de filosofia, quando um nobre mestre discorria sobre a Grécia antiga e o local onde os representantes do povo decidiam sobre tudo em votação. Isso se encaixava perfeitamente no mundo que eu descrevia, onde os representantes se reuniam para escolherem a melhor forma de agir sobre cada situação.

Com o nome do mundo decidido, era necessário dar ao título um complemento que remetesse a duas coisas: que era uma história para vários livros e que essa história pertencia a uma personagem específica. Ora, como todo que vão até Ághora possuem um número em seu sobrenome, me pareceu interessante chamar “Os Números de Ághora” em referência aos humanos que podem acessar esse mundo, como se dessa forma a ele também pertencessem, e Seven, porque essa á a história de Elaine Seven. Nasce então o título “Os Números de Ághora: Seven”!

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