Talita Coling relembra trajetória de vida e relembra primeiro filme que fez para os cinemas

Luca Moreira
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Talita Coling (Foto: Divulgação)

Nascida na cidade de Mucugê na Bahia, ainda muito nova, com três anos já se mudou para São Paulo por conta do trabalho de sua mãe. Dos 13 aos 17 morou novamente na Chapada Diamantina, na cidade dos seus avós, retornando pra SP para estudar artes cênicas e cinema.

Protagonizando seu primeiro longa, a atriz Talita Coling ganhou destaque em “A Fita Vermelha”, primeiro trabalho do diretor Nestor Luiz, que teve sua exibição no Festival de Cannes no dia 24 de maio 2022. Talita conta que foi procurada pelo diretor que a convidou para o papel. A atriz, que já estrelou produções como “Carcereiros”, de José Eduardo Belmonte, vencedor do MIPTV em Cannes na categoria Full Episodes, conta que se dispôs a participar do projeto assim que foi convidada e perdeu o voo para Florianópolis quase deixando de participar.

No instagram tem trabalhado seu lado fashion, buscando tendências de moda internacional que divide com seu público, ela também gosta de garimpar brechós, galerias de arte e ama gastronomia! Nas redes, a bela atriz também fala sobre seu lifestyle e a vida amorosa com o lutador de MMA Gabriel Souza. Confira a entrevista!

Com uma história de ida e volta da Bahia para São Paulo e Chapada Diamantina. Até os seus 17 anos de idade, você viveu muitas experiências. Como foram essas vivências de cultura de um lugar para o outro?

O Brasil é culturalmente muito rico e diverso e a Bahia é uma potência absoluta. Por outro lado, é em SP que tudo acontece o tempo todo. Não consigo contar sobre a minha vida sem contar dessas idas e vindas. Quando eu estou na Bahia sempre me reconecto com minha essência, tenho perto de mim minha familia e sempre que os vejo lembro do por quê das coisas. Bahia é referência em arte e cultural. São Paulo é o lugar das possibilidades então vindo pra SP tudo se tornou possível.

Apesar do seu primeiro curso de artes cênicas ter sido em São Paulo, como foi que a paixão pelo teatro chegou até a sua vida?

Ainda morando na Bahia procurei o Teatro Vila Velha. Acabei não cursando lá e meses depois me mudei pra São Paulo e cursei. Mas quem ama teatro, ama mesmo, sempre vai ser um bom espectador. Mesmo que eu não faça mais, ou não faça ainda, eu vou estar na plateia. Por amor. Desde os meus 6 anos de idade eu sou público de teatro e foi na primeira ida a certeza e a paixão.

Talita Coling (Foto: Divulgação)

Sua primeira protagonista no cinema vivida no filme “A Fita Vermelha”, também foi a primeira obra do diretor Nestor Luiz e foi exibido no Festival de Cannes do ano passado, certo? Como foi a experiência de estar nesse projeto?

Isso descortinou muitas coisas pra mim e pros meus colegas de equipe. Somos todos jovens e cheios de sonhos. Fizemos esse filme com baixo orçamento e ter tido esse reconhecimento nos faz acreditar que podemos fazer tanto! Recebi muitas mensagens positivas de atores, atrizes e pessoas do meio. Gente que eu admirava muito e hoje me admiram também. De lá pra cá já movimentei muitas ideias com o Nestor para novas produções e temos trabalhos em pré produção, além de que ele tem projetos incríveis para fomentar o cinema e estará novamente em Cannes esse ano. As coisas estão acontecendo!

Outro projeto que tem uma história interessante é o filme “Carcereiros” do diretor José Eduardo Belmonte, como foi gravar numa penitenciária desativada?

Eu tenho um enorme carinho pelo José Eduardo Belmonte e pela forma que ele conduziu todo o set nesse trabalho tão sensível que foi Carcereiros. Eu tinha muita curiosidade em cada detalhe no set, pois era real. Minha imaginação ia longe a passar por cada portão de segurança, por cada sala. Lembro-me de ouvir “Amor Distante” dos Racionais antes das cenas. Por outro lado não era um set pesado. O Rodrigo (Lombardi) tinha feito recentemente o musical Urinal e tenho memórias dele cantando no camarim. Era tudo muito divertido com todo elenco.

Talita Coling (Foto: Divulgação)

E a história do seu ingresso no projeto A Fita Vermelha, que foi bem curiosa, pois havia perdido um voo para Florianópolis. Acredita que foi o destino estar no projeto?

Não tenho dúvidas de que estava no meu destino. O prazo para o filme ser rodado era curtíssimo. Poderiam me ligar e dizer “Vamos ter que escalar outra atriz”, mas o set parou e esperou esse voo chegar! Se eu contar dos meus sonhos, vão dizer que é loucura, mas eu acredito que atraímos tudo que manifestamos. E manifestava muito um filme no festival de Cannes. Quando filmamos a Fita eu não fazia ideia de que seria ele que me levaria ate lá. E foi!

Além dos palcos físicos, outro lugar que você também brilha é nas redes sociais, onde mostra tendências de moda internacional, além de artes e gastronomia. Como costuma ser o contato com o público e quais são as principais lições que trabalhar com a internet ensina?

A internet é um lugar que te ensina muitas coisas a duras penas. A maior de todas as lições é ter coerência e bom senso! Apesar de usarmos as redes sociais muitas vezes como vitrine, nós não somos um produto. Somos reais, as pessoas se identicam com aquilo que é humano em todo ser humano. Credibilidade não se compra e leva muito tempo pra ser conquistada, mas qualquer frase fora de contexto na internet pode fazer as pessoas perderem muito. Tento ter a relação mais próxima possível porque amo interagir, responder direct e ler o que estão me mandando. Tenho pessoas que me acompanham desde antes de series e novelas, pois gravava vídeos no Vine e no Musical.ly (que hoje é o TikTok) então muita gente que são seguidores raiz e me viram alcançar meus sonhos.

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