Animada, apaixonada por física e cachaça na mesma proporção, tem o nome de um país na Europa Central… quem vocês conhecem que tem essas descrições? Estamos falando de Eslovênia Marques, ex-participante do Big Brother Brasil 2022.

Com 25 anos, três milhões de seguidores nas redes sociais, e mil memes dos fãs, a pernambucana fez bastante sucesso durante sua passagem por uma das casas mais vigiadas do Brasil. Se nós aqui de fora já criamos tumulto durante as edições do programa, imagine quem passa por dentro desse túnel de experiências e testes sociais. Seu sucesso foi tão grande que em abril deste ano recebeu um convite do próprio embaixador da Eslovênia no Brasil. Confira a entrevista e saiba mais!

O Big Brother Brasil é um programa que tem um poder enorme de conseguir transformar a vida das pessoas, tanto financeiramente como em termos de imagem pública. Apesar de você já ter tido um pouco destaque como miss, como foi se desconectar do mundo e voltar três meses depois vendo o que a Eslovênia se tornou?

Então, sem dúvida o programa BBB dá uma visibilidade gigantesca para nós. Uma visibilidade que nunca tive na minha vida e eu fico muito feliz, muito empolgada, porque hoje as pessoas me conhecem por um todo, por completo e essa é a oportunidade da minha vida, não só profissionalmente, mas para que as pessoas me conheçam ao ponto de me dá credibilidade por tudo que eu possa fazer. Fico muito feliz por ter essa experiência, por ter mais pessoas me conhecendo e saber quem sou. E agora o foco é aproveitar essa oportunidade para crescer, afirmar aquilo que eu quero e realmente fazer as pessoas que gostam de mim, ficar ainda mais ligadas a mim.

Outra consequência que sempre foi bastante comum entre as celebridades, são os frutos que os internautas são capazes de produzir através da internet, sejam eles os haters, fake news, e em mais (ou igual) abundâncias, os memes. Essa última questão aconteceu ainda no início com a questão do seu nome, e que logo conseguiu ser aproveitado como um marketing para seu nome. Como enxerga hoje o poder da sua imagem e como lida com essas frustrações que aparecem?

Bom, eu acredito que me permiti estar em uma situação onde eu sabia que tudo poderia acontecer. Eu entrei no Big Brother sabendo que coisas boas e ruins poderiam ser palpáveis para mim em qualquer tipo de situação. Tento realmente levar as partes boas de tudo que aconteceu, principalmente das coisas ruins no começo. E em relação às coisas boas, quando eu saí fiquei bastante feliz por saber que muita gente riu comigo, muita gente riu do meu nome, de situações e memes que eu fiz na casa, então sem dúvidas, essas partes me deixam muito feliz. É edificante saber que você fez parte do sorriso de alguém enquanto estava sendo assistida. Foi muito bacana saber que fiz parte disso enquanto estava vivendo essa experiência tão grande na minha vida.

Recentemente, você recebeu um convite, um tanto ilustre, para conhecer o embaixador da Eslovênia em um jantar oficial, onde também demonstrou em seu perfil no Instagram o orgulho que tem de carregar o nome dessa nação junto com seu. O que sentiu ao receber esse convite e como foi o evento em geral? Já visitou o país em si?

Conhecer o embaixador da Eslovênia para mim, foi tipo assim ‘zerei a vida’, foi surreal, nunca imaginei na minha vida que isso ia acontecer. Todos que eu conheci, o embaixador e as demais autoridades foram extremamente legais, conversamos muito sobre minha vida, minha participação no BBB, o porquê meu pai me deu esse nome, a história da Eslovênia, foi uma troca bem legal. Eles falaram do país, eu falei da minha experiência e nós combinamos que eu vou conhecer a embaixada oficialmente e pretendo sim, conhecer o país e estou empolgadíssima, super ansiosa. Não vejo a hora de colocar os pézinhos ali em terras ‘eslovenas’ (RISOS).

Já existiram alguns jogadores (ex-BBBs) que sempre relataram quais seriam os principais segredos para que conseguissem se manter dentro do programa e ainda conseguir lidar com as situações dos outros jogadores. Sobre se manter confinada, é tão difícil como parece ser ou o segredo para lidar ou é fácil conseguir se acostumar com a estratégia do programa? Quais foram as primeiras coisas que passaram pela sua cabeça ao deixar o Projac?

Sem dúvida estar confinada já gera psicologicamente um… você fica receosa, insegura com o que possa estar acontecendo aqui fora, mas é aquilo, eu entrei no programa preparada, porque eu sabia o que ia viver lá dentro, sabia ir estar dentro de uma casa convivendo com pessoas que provavelmente não me daria bem, sabia que não ia entender nada e que ia me jogar, enfim… Então a gente entra no programa ciente das possibilidades de tudo que pode acontecer, mas sem dúvidas é um desafio a cada prova, cada paredão, a cada relação que você cria, sentimento que você vai criando, isso psicologicamente no programa influencia no andamento do seu jogo.

Então tem que ter muita calma, muita tranquilidade para conseguir se manter ali. Ter um jogo interno ótimo e um jogo externo, é muito importante. E quando eu saí da casa, foi um sentimento de ‘caramba!” —  eu vivi aqui tudo que eu realmente pensei ir viver, fui eu’. E quando temos esse sentimento, tudo fica bem mais leve.

Infelizmente, já tivemos muitos participantes que acabaram não conseguindo ter muita noção que entre as paredes da casa mais vigiada do Brasil para o mundo fora, tem uma distância muito pouca, e que tudo que fazem lá, acaba refletindo em sua imagem aqui. Quais são as principais dicas e ensinamentos que a Eslovênia adquiriu e pode passar hoje para o mundo?

Bom, acredito que você entrar no Big Brother, é bem clichê, mas penso que quanto mais você for você, maior a sua chance de que as pessoas aqui fora gostem de você. Quando falamos assim ‘seja você’, é incluído também as coisas ruins, porque ninguém é perfeito. Então, tem que ter coragem de assumir essas fragilidades, esses pontos que não são tão positivos, porque quando você sai (do confinamento), tem que assumir isso.

Eu acredito ser interessante assumir quando você erra, quando faz uma coisa que não é legal, porque ninguém é perfeito e eu penso que o programa se trata também de assumir isso, né?! Às vezes nós criamos expectativas ou de entrar como participante ou de enxergar em algum participante, algum jogador pela televisão perfeito, que faça tudo que nós achamos o certo, mas nunca vai ser assim. Então tem que ter essa consciência e claro, responsabilidade sobre tudo o que você vai fazer é fundamental.

Na sua biografia do Instagram está escrito que você é apaixonada por física. Depois do sucesso que obteve no reality, retornar aos estudos ainda faz parte dos seus planos?

Eu pretendo voltar para a faculdade de ‘marketing’. Quero me graduar em comunicação, já a física realmente ficou para trás. Foi apenas um passatempo muito especial na minha vida. Sempre tive bastante contato com a física de uma forma mais simples, vendo vídeos ou algo assim. Não é o que quero voltar a fazer, porque para terminar a faculdade, você tem que estar 100% focado nela, então, para concluir quero o ‘marketing’, e a física é realmente um passatempo muito especial para mim.

Durante o programa, você acabou ganhando o termo “maldição da Eslô” por sempre se sentar ao lado das pessoas que acabavam saindo, sendo obviamente apenas uma coincidência. Quando você saiu e viu essa brincadeira, qual foi sua reação quanto a isso? 

Quando eu descobri isso acabei achando muito engraçado! Eu ri muito, porque foi de fato uma coincidência. Nunca imaginei que isso iria acontecer. Eu geralmente sentava perto das pessoas que eram meus amigos, e que eu simplesmente pensava que iria sair, porque já estavam saindo de todo mundo. Eu sempre fiquei do lado deles para acolher, para estar junto, porque eram meus amigos, não era para eliminar.

Apesar de tudo, foi bem legal saber que as pessoas aqui fora estavam rindo com tudo isso. Um fato bastante engraçado é que eu hoje vendo alguns vídeos, eu também rio muito! Fico bastante feliz de ter participado de algo que fez as pessoas tão felizes. Se foi algo ótimo, muito engraçado, e vendo seu jogo, é preciso fazer tudo que fez, existir.

Vendo seu jogo agora e repensando tudo que você fez, existe algo na qual você fez ou não fez que você queria que fosse diferente?

Tudo que vejo que fiz no programa, eu não mudaria nada. Naquele exato momento, naqueles exatos momentos, eu pensava ser o certo para mim e para o meu coração e pro meu jogo. Eu acredito que tive um jogo interno ótimo, porém, penso que faltou um pouco de algo externo.

Por mais que tenhamos um momento certo para concluir e concretizarmos, eu sinto fielmente que fiz tudo que deveria ser feito, até mesmo em relação aos meus erros, aos meus equívocos, ao meu jogo e em relação às pessoas. Eu acredito que se esses momentos não tivessem acontecido, eu jamais teria mudado meus pensamentos, opinião, sentimento, então, tudo que vivi ali dentro, da forma como foi, me fez ser hoje uma nova pessoa.

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*Com Andrezza Barros