Heloísa Honein fala sobre experiência em “Todas As Flores” e contexto da arte na sua vida

Luca Moreira
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Heloísa Honein (André Wanderley)

Heloísa Honein estreou recentemente na TV Globo a trama “Todas As Flores”, obra de João Emanuel Carneiro, originalmente exibida no Globoplay e que se tornou um tópico fervilhante em muitas rodas de conversa de assinantes. Além das maldades da mãe mafiosa Zoé (Regina Casé) e das atitudes ácidas de Vanessinha (Letícia Colin), a narrativa apresenta uma variedade deliciosa de figuras femininas. Uma delas é Brenda, uma jovem de 22 anos, moradora da Gamboa e mãe solteira.

A atriz, que possui um amor pelo cinema, é uma pessoa caseira que se aproximou das redes sociais por conta da crescente digitalização do mundo. Ela almeja a fama apenas por conta de trabalhos bem-sucedidos. Heloisa acaba de fazer uma participação em “Guerreiros do Sol”, produção do Globoplay prevista para o ano que vem, interpretando Maura, uma mãe solo, como Brenda. No entanto, Maura é mais romântica e bem recebida pela família.

Heloisa admira profundamente o universo do audiovisual, especialmente o brasileiro. Ela destaca a qualidade dos profissionais que são capazes de criar ambientes e cenários perfeitos para entregar produtos ao público. Ao entrar no cenário da Brenda pela primeira vez, ficou impressionada com o cuidado e o trabalho de direção artística.

Ela cresceu em Jacarepaguá e, antes de se tornar atriz, trabalhou como atendente de loja em um shopping na Barra. A arte sempre fez parte de sua vida, mesmo quando sua família preferia que ela seguisse por outras áreas, como Direito. Entretanto, seu gosto pela literatura, especialmente nas aulas de Sociologia, a levou a um curso na escola do Wolf Maya. Durante a quarentena aos 22 anos, ela praticou Yoga, o que a ajudou a lidar melhor com as adversidades. Agora, com uma vida social retomada, ela decidiu se formar em Yoga e dar aulas.

Apesar de ter 24 anos, Heloisa tem gostos que considera incoerentes com sua idade. Ela aprecia teatro, malha, lê, não tem o costume de beber, gosta de exposições e valoriza a experiência do carnaval.

Como foi para você, Heloisa Honein, participar da estreia de “Todas As Flores” na TV Globo, especialmente considerando que a trama ganhou destaque no Globoplay?

Foi maravilhoso! O canal aberto abarcou ainda mais e a resposta do público foi imediata. Fiquei muito animada e feliz com a interação do público.

Sua personagem, Brenda, é descrita como uma jovem mãe solteira que sonha em ser famosa. Como você se preparou para interpretar essa personagem?

Li um livro que amo de paixão da Carla Madeira “tudo é rio” e me inspirei em pessoas reais que sonham com a fama a qualquer custo.

Você mencionou que a plataforma de streaming e a TV aberta podem proporcionar diferentes percepções do mesmo personagem. Como acredita que o público da TV aberta irá receber a personagem Brenda?

Acredito que (posso estar errada) mas o canal aberto recebeu a Brenda de forma mais leve. A resposta disso eu senti nas minhas redes. Já no Globoplay, acompanhei pelo Twitter e lá não tiveram muita paciência pra ela, não.

“Guerreiros do Sol” é outra produção do Globoplay em que você está envolvida. Poderia compartilhar um pouco sobre seu papel como Maura e como foi trabalhar nessa trama?

Infelizmente eu não posso falar nada sobre ela. Mas foi uma experiência maravilhosa! Sou fã do nordeste e da cultura desse povo. Eles produzem tudo de mais bonito que tem no Brasil. Para mim foi uma honra!

Você destaca a importância da arte em sua vida. Como vê o papel da arte, especialmente no contexto da sua carreira?

Importante e imprescindível. é meu ponto de partida, meu meio e meu fim. É tudo para mim. Busco arte todos os dias, em tudo que eu faço. De um livro, uma música que eu ouço a uma conversa banal com alguma pessoa que eu encontre. Me faz um bem danado e me faz feliz perceber arte nessas coisas simples, mesmo. Amo descobrir uma nova música e me apaixonar por ela. Ler um livro e ficar boba de amor por ele. Ir a uma exposição e ficar olhando tudo quietinha. Gosto e sou feita disso. Fatalmente essas coisas agregam ao meu trabalho. Acho que todo ator é curioso com a vida.

Heloísa Honein

Você mencionou ter feito teste para o papel de Brenda. Como recebeu a notícia de que havia conseguido o papel?

A produtora de elenco (Dani Pereira) me ligou dizendo que eu havia passado. Na hora eu agradeci, mas nem caiu a ficha. Foi cair quando eu desliguei o telefone… aí eu desabei em choro. Muito choro! Fiquei feliz demais!

Além da atuação, você mencionou seu interesse pela Yoga. Como essa prática influencia sua vida e, eventualmente, seu trabalho como atriz?

Influência em tudo. Na minha relação comigo mesma, com as pessoas ao meu redor, com o universo, com os seres, com a comida… tudo! Me sinto muito mais benevolente, pacífica, amorosa, respeitosa etc. é uma prática revolucionária, mesmo. E no meu trabalho me dá muita presença e foco. Sou muito focada e disciplinada. Acho que vem daí.

Você enfatiza sua relação com a disciplina, responsabilidade e foco adquiridos por meio da prática de Yoga. Como esses elementos se refletem em sua abordagem profissional?

Sou muito certinha. Não chego atrasada, sou toda decoradinha. Se eu gravo na segunda, não vou sair fim de semana. Gosto de guardar energia, ficar quieta em casa, estudar, buscar referências… às vezes me acho até careta demais e chata com isso, mas gosto de ser assim. Levo meu trabalho muito a sério. É minha prioridade número um.

Você falou sobre seus gostos pessoais, como teatro, leitura, cinema e exposições. Como esses interesses contribuem para sua jornada artística?

Acaba me dando uma base e traz referências. Através dessas artes acabo experienciando coisas que não vivi necessariamente, mas que me dão certo estofo. Acho que isso para o trabalho do ator é bom.

Com a personagem Brenda, que larga o noivo, você interpreta uma trama ousada. Como se conecta com personagens desafiadores e quais são seus próximos desejos profissionais na atuação?

Busco me conectar com a humanidade que cada um tem. E tento buscar algo que tenha na personagem e que tenha em mim também. Estou doida para fazer mais época. E cinema! Quero muito fazer cinema brasileiro logo.

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