Em busca do ritmo: a ascensão musical de Mari Henrique

Luca Moreira
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Mari Henrique (Leanndro Oliveira)

Os dias em que o samba e o pagode eram exclusivamente dominados por vozes masculinas ficaram para trás. Mostrando que o lugar da mulher é onde ela quiser, as mulheres estão cada vez mais presentes e se destacando no cenário musical, e entre elas está Mari Henrique, uma jovem de 24 anos. Com uma voz poderosa e uma equipe de peso após firmar parceria com a renomada empresa Excess Produções, liderada pelo empresário Sérgio Ribeiro, e o selo da LEP Music Brasil, a cantora começou sua trajetória em Araruama e agora almeja conquistar o país inteiro. Mari já teve a oportunidade de compartilhar o palco com Suel, Belo e Di Propósito, e está prestes a lançar seu novo single, “5 Segundos”, lançado dia 17 de novembro. Embora tenha vivido imersa em rodas de samba desde a infância, seus primeiros passos na música seguiram outra direção: a música gospel, entre os 13 e 18 anos.

Aos 20 anos, Mari decidiu transmitir suas emoções através do samba, resgatando a nostalgia da infância. Dentro dos ritmos mais marcantes da cultura brasileira, ela se inspira em grandes nomes, desde os clássicos até os artistas da nova geração. Segundo a cantora, Maria Rita, Ferrugem, Thiaguinho, Sorriso Maroto, Alexandre Pires e Thiago Soares reúnem as características que ela deseja para sua própria carreira.

Além disso, Mari destaca a presença de Ludmilla, funkeira que tem se aventurado cada vez mais no samba. Compartilhando o palco com Belo, a cantora expressa o desejo de realizar uma colaboração com o cantor, cujas músicas foram trilha sonora de sua vida. Entre os sonhos musicais, Mari menciona que um dueto com Sorriso Maroto, Alexandre Pires e Ferrugem seria uma realização única.

Às vésperas do lançamento de seu novo single, “5 Segundos”, Mari se destaca como uma grande aposta da Excess Produções, liderada por Sérgio Ribeiro, e tem a equipe completa da LEP Music Brasil ao seu lado, composta por profissionais como Tayana dos Santos, Produtora Executiva, Geovane Bento, estrategista fonográfico membro do Spotify Soundboard, Dre Ferreira, especialista em marketing artístico, Rafael Senna, produtor musical da GloboTracks e responsável pelas trilhas sonoras de grandes novelas da Globo, além do suporte jurídico de Priscilla Crespo. Durante dois meses, ela se preparou intensamente com Carlinhos de Jesus para a performance e Charles Miranda, Vocal Coach do “The Voice Brasil” (TV Globo), para o aprimoramento vocal.

Em sua nova música, a cantora compartilha sua visão de um amor instantâneo e da busca por reciprocidade. Segundo Mari, suas composições autorais são inspiradas em experiências pessoais, vivências de pessoas próximas, além de situações do cotidiano, filmes, livros e narrativas criadas por ela mesma. Nascida em São Gonçalo, tendo vivido parte da infância na Colômbia e a fase adulta em Araruama, Mari está determinada a conquistar o mundo. Brilhando cada vez mais nos palcos e nas plataformas de streaming, a cantora vê como meta e privilégio difundir ainda mais a cultura nacional.

Você mencionou que as mulheres, especialmente no samba e pagode, são frequentemente desafiadas a reafirmar seu conhecimento para passar credibilidade. Como você superou essas situações desconfortáveis e se tornou uma das primeiras mulheres de Araruama a se destacar nesse segmento?

Foi desafiador, mas o apoio das pessoas que gostavam do meu trabalho me ajudou a não absorver essas situações, eu literalmente aprendi a lidar e a ignorar pela música e por quem me acompanhava.

Sua jornada musical começou na igreja, passando pelo gospel. Como foi a transição desafiadora para o samba? E de que forma a influência da igreja se manifesta na sua música hoje?

O desafio foi entender que são formas diferentes de se expressar e se comunicar. A influência da igreja é não deixar de mostrar o sentimento pelo que faço.

Você destaca artistas que vão desde os clássicos até a nova geração, como Maria Rita, Ferrugem, Thiaguinho, entre outros. Como esses diferentes estilos influenciam a sua própria abordagem musical?

Cada artista que eu citei tem um ponto forte que se destaca como: identidade, sentimento na voz, performance e etc. São características que são parecidas com o que gostaria de entregar pro meu público e por isso influenciam a entregar o melhor.

Mari Henrique

Ludmilla é uma figura destacada no seu repertório musical. Como você vê a crescente presença de mulheres no samba e pagode, e como isso tem impactado a sua carreira?

Eu acho incrível e sou grata a todas as mulheres que se dispuseram a enfrentar um tabu tão grande. O impacto na minha carreira é positivo, pois abriram as portas pra outras que estão nessa luta como eu de conquistar o seu espaço.

Compartilhar o palco com artistas renomados como Belo deve ter sido uma experiência incrível. Qual foi o momento mais marcante para você ao dividir o palco com esses artistas?

Foi ver a receptividade deles no palco. Sempre é o momento mais marcante pra mim por que o frio na barriga toma conta! E ver como eles se esforçam pra te deixar a vontade, é incrível!

Seu novo single “5 Segundos” será lançado em breve. Pode nos contar um pouco sobre a inspiração por trás dessa música e o que os ouvintes podem esperar dela?

Essa música foi baseada em uma paixão a primeira vista, em idealizar um relacionamento com alguém antes mesmo de acontecer. Meus ouvintes podem esperar muito sentimento e entusiasmo ao ouvir e sentir essa música. É daquelas de colocar a mão no peito e cantar de olhos fechados.

Mari Henrique

Como tem sido trabalhar com a Excess Produções e a LEP Music Brasil? E como essas parcerias têm influenciado sua carreira até agora?

Está sendo incrível! São duas parcerias que tem direcionado a minha carreira e me ensinando como se funciona esse mercado. Todo artista deveria ter essa oportunidade, sou muito grata por tê-las.

Você mencionou que suas canções autorais são inspiradas em experiências pessoais e situações do cotidiano. “5 Segundos” fala sobre uma paixão à primeira vista. Há uma experiência específica que você gostaria de compartilhar por trás dessa música?

No momento que a música estava sendo construída, eu entendi o caminho que ela me levaria, foi uma viagem muito incrível e depois de pronta vi que estava cantando algo que já aconteceu comigo também. Já me relacionei com alguém que não estava programada a me apegar, mas rapidamente se criou um sentimento muito intenso e tive que me arriscar para ver no que ia dar, e foi um risco que deu muito certo.

Além do lançamento do novo single, quais são seus planos e metas para o futuro da sua carreira musical? Há algum artista com quem sonha em colaborar?

A meta é expandir cada vez mais a minha música com as minhas composições e os meus shows, sempre entregando o melhor. O meu sonho é gravar um feat com o cantor Belo.

Como você, nascida em São Gonçalo, traz elementos da sua história, incluindo a infância na Colômbia, para a sua música? Como essas influências culturais moldam a sua identidade musical?

Eu ter morado em outro país fez eu me apegar muito a cultura do Brasil, pois sempre que voltava pra Colômbia, sentia falta de como eram as rodas de sambas em família etc. Isso fez eu me apaixonar pelo segmento.

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