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Na mira de um caos

Na mira de um caos

Antes de começar esse texto, gostaria muito de fazer um exercício com todos presentes. Por um momento, feche os seus olhos, relaxe o seu corpo, imagine um lugar com paisagens de um ar desértico. Já imaginaram? Agora, pensem em mulheres que andam com hijab – lenço usado para cobrir os cabelos destas. Nessa mesma cena, visualizem homens barbudos indo para alguma mesquita agradecer a Alá por mais um dia. Por fim, imagine se esse lugar fosse palco de guerras comerciais e religiosas.

Abram seus olhos lentamente, qual lugar vem no pensamento de vocês? Síria, Afeganistão, Israel… Entre outros países do oriente médio. Se sim, acho que já podemos falar do assunto em questão: a tomada do Talibã no Afeganistão nesta última semana. A saída das tropas estadunidenses no local abriu margens para à ascensão do grupo terrorista depois de 19 anos fora do poder.

Direitos fundamentais?  Não são bem vindos nesses governos totalitários, quaisquer resquícios de liberdade de expressão ou até a liberdade das mulheres são minadas. Não é à toa, mulheres sendo obrigadas a usarem a burca, proibidas de estudarem, sendo severamente castigadas. Engana-se quem acha “Ah, mas parece Atenas ou qualquer sociedade medieval”, ledo engano, esse assunto é atual, muito atual. E como como toda discussão atual precisa ser debatida amplamente.

As cenas postas nos grandes veículos de comunicação faz-me pensar se essa distopia um dia vai acabar, se um dia o oriente médio poderá respirar com calma e, simplesmente, não ser palco da cobiça imperialista ou de extremistas religiosos. É impossível não sentir um desconforto com tudo amostra, é impossível não perguntar de quem é a culpa e quem vai se responsabilizar por esse desastre.

O Afeganistão é só uma pequena amostra quando a teocracia ou melhor, quando líderes com pensamentos ultra conservadores  conjunto a quaisquer religiões toma o poder. Ou até mesmo, quando a ganância de um país imperialista – vale-se lembrar que nos anos 70 a 80 o Afeganistão foi tomado pela então União Soviética (URSS), e grupos rebeldes foram financiados pelos Estados Unidos da América.

Entretanto a criação do Talibã é de 1994, porém é inegável a ajuda dos ianques aos rebeldes quando os comunistas tomaram o poder durante a famigerada Guerra Fria ( 1945-1991).

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OBS: É incrível como todo país com uma estabilidade politica beirando ao caos tem um dedo dos EUA, é incrível, para não dizer assustador.

Ao terminar por aqui, penso muito no Brasil e na onda ultraconservadora advinda desde 2018, com a presidência “daquele – que – não- merece- ser- nominado”. Será que temos chances de ter cenas como no Afeganistão no nosso país? Fica o questionamento para todos.

Será que vem mais uma crise humanitária por ai? Isso falaremos em um próximo texto sobre crises humanitárias.

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