Tom Misch anuncia seu segundo álbum, “Full Circle”, e lança novo single, “Sisters With Me”

Rodolfo Gomes
8 Min Read

Lançamento do álbum em 27 de março via Beyond The Groove / AWAL Recordings

Ouça aqui.

O aguardado segundo álbum de Tom Misch, Full Circle, mostra o artista, compositor e produtor londrino em seu momento mais pessoal e honesto. O novo trabalho explora as histórias e os momentos que o moldaram ao longo dos últimos oito anos: família, amizades e natureza, além de celebrar o processo de reencontro consigo mesmo. Produzido durante períodos entre Londres, Cornwall, Portugal e Nashville, Full Circle chega em 27 de março via Beyond The Groove / AWAL Recordings, e nasce de um período necessário de pausa, que deu a Tom o espaço para reconstruir sua relação com a música.

Desde que surgiu em 2012, por meio de seus primeiros lançamentos no SoundCloud, a música de Tom Misch ajudou a definir uma geração de produtores e artistas independentes. Ao longo de duas Beat Tapes e de seu aclamado álbum de estreia Geography, que alcançou o 8º lugar nas paradas e recebeu certificação de Ouro pela BPI, Tom se estabeleceu como uma voz singular da música britânica. O sucesso de Geography também resultou em shows esgotados ao redor do mundo, incluindo a Brixton Academy, em Londres.

Seu instinto colaborativo sempre permaneceu central, desde EPs com o parceiro criativo de longa data Loyle Carner até What Kinda Music, com Yussef Dayes, indicado ao Ivor Novello e que entrou no UK Official Charts em 4º lugar. Mais recentemente, seu alter ego Supershy abriu um novo espaço de exploração, ampliando sua curiosidade para um território mais voltado aos clubes. No entanto, por trás desse sucesso, Tom enfrentava períodos de ansiedade extrema que o obrigaram a desacelerar, se afastar e olhar para dentro. Ele buscou reconexão por meio do surfe, da natureza e do tempo longe do estúdio, experiências que ajudaram a moldar a linguagem emocional de Full Circle. Quando voltou a fazer música, fez isso sem pressão ou expectativa, trabalhando com um círculo próximo de amigos e novos colaboradores, com foco em canções que dizem a verdade.

Em Full Circle, Tom se afasta de uma abordagem guiada pela produção e deixa o Logic Pro de lado para se concentrar em uma composição clássica, que funciona ao piano ou ao violão, ou expandida com uma banda completa. Essa mudança para a construção das canções, em vez da técnica de estúdio, se tornou o ponto de partida do álbum. Tom trabalhou de perto com o artista e compositor Matt Maltese, que coescreveu várias faixas do disco, além de Ian Fitchuk, responsável pelo desenvolvimento de grande parte do material em Nashville, e Adam Jaffrey, colaborador-chave nas primeiras fases do projeto. Tom utilizou um microfone U47 ao longo de todo o álbum, garantindo vocais em destaque e com presença. Grande parte do disco foi gravada em fita, com a intenção clara de alcançar sons específicos inspirados pelo calor e pela nitidez dos discos hi-fi dos anos 1970. Sonora e criativamente, o projeto dialoga com a composição e as texturas de artistas como Fleetwood Mac, Joni Mitchell, Neil Young, John Martyn e John Taylor, equilibrando fidelidade clássica com uma atmosfera íntima e contida. Houve também um compromisso constante em capturar takes ao vivo, minimizar edições e preservar a espontaneidade crua da performance. Vocais suaves, em camadas duplas, e toques lo-fi remetem à abordagem sutil de J.J. Cale, tudo a serviço de algo clássico e vivo no momento.

Acompanhando o anúncio de Full Circle está o novo single “Sisters With Me”, uma canção que surgiu durante um raro período em que Tom morou com suas irmãs, na casa da família, pela primeira vez na vida adulta. Foi um momento ao mesmo tempo desafiador e inesperadamente bonito. Tom comenta: “não era minha intenção escrever algo assim, mas provavelmente foi um pouco de criatividade subconsciente com tudo o que estava acontecendo”.

“Sisters With Me” é conduzida por uma linha de guitarra investigativa, que deixa o espaço moldar a performance. O lançamento marca a estreia em videoclipe da fotógrafa e cineasta Juliet Klottrup, cujo trabalho documentando skatistas mulheres e pessoas não binárias no norte da Inglaterra (Skate Like a Lass) lhe rendeu um prêmio Sony Future Filmmaker. Para o vídeo de “Sisters With Me”, Juliet documenta relações entre irmãs e seus irmãos de forma honesta. Por meio de uma série de vinhetas curtas, captadas com um olhar cru e sem filtros, o filme oferece um vislumbre íntimo das histórias e conexões dentro das famílias.

Antes do anúncio de Full Circle, Tom já havia começado a definir o tom dessa nova fase com os singles independentes “Old Man” e “Red Moon”. “Old Man” se constrói em torno de voz e violão, explorando sua relação com a família e o peso existencial do envelhecimento, temas que reaparecem ao longo de Full Circle. “Red Moon”, por outro lado, se apoia em um groove mais profundo, inspirado no calor e na fisicalidade das gravações clássicas dos anos 1960 e 1970, um período que influenciou fortemente a atmosfera do álbum.

Embora Full Circle dialogue com alguns dos momentos mais silenciosos dos últimos quatro anos, o disco mantém um tom otimista e fluido, sustentado por vocais sem adornos e um som analógico acolhedor. A força de Full Circle está na universalidade de suas letras, que convidam o ouvinte a habitar o mundo de Tom ou a traçar seu próprio caminho dentro dele. O álbum se apresenta como um reflexo de sua trajetória e uma afirmação de evolução contínua, honrando o passado enquanto aponta para novas direções em uma história criativa em constante desdobramento.

Pouco após o lançamento de Full Circle, Tom fará dois shows como atração principal no KOKO, em Londres. Fãs que realizarem a pré-venda do álbum terão acesso antecipado à pré-venda dos ingressos. A pré-venda regular começa na terça-feira, 3 de fevereiro, às 10h (GMT), e a venda geral abre em 4 de fevereiro, às 10h (GMT).

Siga Tom Misch:

Site / Instagram / Spotify / SoundCloud / TikTok

Share this Article

Você não pode copiar conteúdo desta página