O artista THIH lançou, no dia 13 de março, o single Mundo de Ilusões, faixa que marcou um novo momento em sua trajetória ao explorar, com intensidade e sinceridade, temas como crise de identidade, pressões externas e autoconhecimento. Com sonoridade influenciada pelo indie rock dos anos 2000, a música apresentou uma estética melancólica e visceral, alinhada a uma composição confessional que traduz vivências pessoais em forma de desabafo musical. O lançamento reforçou o amadurecimento artístico do cantor e consolidou sua parceria com a Marã Música, ampliando sua conexão com o público por meio de narrativas íntimas e universais.
O single “Mundo de Ilusões” nasce de um conflito interno bastante universal: a sensação de não se reconhecer mais. Em que momento da sua vida você percebeu que precisava transformar esse sentimento em música?
Como a maioria das minhas composições, começo escrever sobre o que estou sentindo, cantarolar sobre os versos que estão sendo escritos, e dali a canção vai tomando forma, realmente é algo bem natural.
A canção tem uma estética muito ligada ao indie rock dos anos 2000, com uma atmosfera nostálgica e intensa. Quais artistas ou discos dessa fase ajudaram a moldar o som que você buscou para essa faixa?
Eu sou completamente apaixonado pelo Indie Rock 2000, e para a elaboração dessa faixa eu tive grande influência de dois álbuns em especifico, TURN ON THE BRIGHT LIGHTS, primeiro álbum do Interpol que foi lançado em 2002, e no primeiro álbum da banda Editors THE BACK ROOM de 2005.

Você costuma dizer que compor é uma forma de desabafo. Quando uma experiência pessoal vira música, o que muda dentro de você depois que a canção está pronta?
Para mim é uma sensação de liberdade, poder transformar o que estou sentindo em uma música, me sinto muito mais leve após o término da composição.
O baterista Pedro Furtado, da banda Zimbra, participa novamente da gravação. Como essa parceria tem contribuído para a construção da identidade sonora do seu trabalho?
Além dele ser um músico incrível, temos muito gostos musicais em comum, o que facilita ainda mais no desenvolvimento da parceria.

Muitas pessoas vivem momentos em que se perguntam se ainda estão no caminho certo. O que você espera que alguém sinta ou reflita ao ouvir “Mundo de Ilusões”?
Que a vida é feita de recomeços, se a pessoa não está se sentindo bem consigo mesma ou com o que faz e onde está, não se encaixa com quem é no momento, o ideal é recomeçar, buscar o caminho onde tudo se renove e se encaixe de verdade na vida dela.
Você começou sua trajetória musical muito influenciado pelo seu pai e pelo contato precoce com o rock. Que lembranças desse início ainda permanecem vivas no seu processo criativo hoje?
Muitas coisas mudaram, minha forma de pensar, compor, aprendi a apreciar outros estilos musicais, mas uma coisa que nunca mudou é a minha alegria de poder subir ao palco, eu sempre tenho a sensação de como se estivesse fazendo isso pela primeira vez, é incrível.

Depois de experiências em banda e apresentações em barzinhos da Baixada Santista, você decidiu seguir carreira solo. O que a autonomia artística mudou na forma como você cria e se posiciona como músico?
Como hoje em dia tudo o que eu faço é para mim, eu não fico tão restringido na hora de compor letra e melodia, tenho bem definido o que eu busco no meu trabalho solo.
Depois do EP “outros tempos”, do single “Amaro” e agora de “Mundo de Ilusões”, parece que seu trabalho entra em uma fase mais madura e intensa. Que novos caminhos musicais você imagina explorar nos próximos lançamentos?
O álbum que irei lançar esse ano será nessa vertente do Indie Rock 2000, mas ja tenho testado outras coisas melódicas para o futuro, em breve lançarei algo.
Acompanhe THIH no Instagram