Primeira mergulhadora em apneia a tocar no naufrágio da Corveta Ipiranga, Karol Meyer fala de experiências vividas nos oceanos

Luca Moreira
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Karol Meyer

Karol Meyer, ícone do mergulho livre no Brasil e além-fronteiras, viu a luz do mundo em Recife (PE) em 19 de outubro de 1968, mas sua trajetória a levou a morar em Florianópolis/SC desde a infância. Lá, ela equilibrou sua vida entre o trabalho na Caixa Econômica Federal, a família, a instrução de mergulho, palestras motivacionais e sua paixão pelo mergulho em apneia.

Desde os primeiros anos, Karol tinha uma predileção por esportes diversos e uma forte ligação com o mar. Cresceu passando longas horas pescando e explorando os costões com seu pai, compartilhando momentos significativos com o oceano.

O mar, a aventura, e o esporte tornaram-se suas grandes paixões, culminando em inúmeras conquistas. Internacionalmente reconhecida como uma das atletas mais completas na história do esporte, em 2007, unificou todas as marcas sul-americanas. Seu espírito audacioso a levou não apenas a quebrar recordes, mas também a explorar os locais mais belos do mundo em apneia.

Karol foi pioneira ao tocar no Naufrágio da Corveta Ipiranga, descer nas famosas “Paredes” de um abismo submarino em Fernando de Noronha/PE, mergulhar no deslumbrante Lago Azul em Niquelândia – Goiás, e liderar os “Freedive Adventures” em paraísos como Bonito, Fernando de Noronha, Ubatuba, Bonaire – Caribe. Seus feitos mantêm o Brasil há mais de 25 anos entre os melhores do mundo no esporte, com recordes gravados na história. Além de atleta, Karol desempenha papéis diversos, desde palestras até cursos, sempre engajada na preservação dos oceanos.

Como o filme “Imensidão Azul” influenciou o seu interesse pelo mergulho livre competitivo?

Foi exatamente através do filme que conheci o esporte nesta versão de recordes e competição. Foi paixão imediata.

Quais são os momentos mais marcantes que você compartilhou com o mar durante a sua infância?

Os mergulhos e pescarias com meu pai, eram horas no mar, víamos de tudo: conchas, estrelas do mar, cavalos marinhos e muitos peixes de costão.

Karol Meyer

Como foi a experiência de ser a primeira mergulhadora em apneia a tocar no Naufrágio da Corveta Ipiranga?

Foi sensacional, um marco até hoje. A Corveta é divina… cheguei lá com nadadeiras e sem nadadeiras e foi, sem dúvida um sonho realizado. Foi preciso muito treino, tática e uma super equipe para esta conquista. 63metros de profundidade e muita vida marinha.

Além de recordes, você explorou locais incríveis em suas atividades de apneia. Qual destes locais foi o mais memorável para você e por quê?

Mar Vermelho, porque foi palco da minha primeira vitória internacional e um momento histórico neste esporte porque realizei o primeiro recorde dentro de um mundial, seria o mesmo que comparássemos a um recorde olímpico mundial.  La no Egito vi peixes e corais de muitas cores também!

Karol Meyer

Conte-nos mais sobre os “Freedive Adventures” que você realiza em locais paradisíacos. O que esses passeios oferecem aos participantes?

Além de incluso o curso de freediving seguimos para pontos de observação da vida marinha, neste momento colocamos em prática todo o aprendizado e realizamos um verdadeiro “Free” diving.

Como você vê o papel do Brasil no cenário mundial do mergulho livre, especialmente considerando seus 25 anos de contribuição para o esporte?

Estamos crescendo com vários eventos em piscina e com isto nos aproximamos mais do público e temos maior visibilidade e apoio. Estamos no caminho do crescimento.

Karol Meyer

Além da atuação como atleta, você se envolve em palestras e cursos. Pode nos dizer sobre algum projeto ou tema específico que seja especialmente importante para você?

Criei o Curso Folego Online focando em disseminar a importância da respiração para uma vida saudável e com vitalidade.  Também criei a Palestra Folego na Bike com dicas importantes para o desempenho no esporte através de exercícios respiratórios e da própria apneia. Para o mundo empresarial tenho uma super palestra motivacional “Folego nas Empresas” que aborda minha história e em paralelos requisitos para superarmos limites e conquistarmos resultados.

Como a paixão pelo mergulho livre se relaciona com sua preocupação e envolvimento na preservação dos oceanos?

Está totalmente interligado, os oceanos são os pulmões do mundo, sem o mar não sobrevivemos! O Professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), Frederico Brandini destacou o importante papel dos oceanos: “Neles é que estão as algas marinhas responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio consumido no planeta. “

Acompanhe Karol Meyer no www.karolmeyer.com.br

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