A terceira temporada do programa “The Masked Singer Brasil” tem sido um sucesso cada vez maior e tem feito muitas pessoas rirem com as participações de Ivete Sangalo e Silvio Ple, o assistente de palco interpretado por Pedro Passari. Além de ser ator, locutor, apresentador e criador de conteúdo, Pedro está comemorando o destaque que seu personagem vem tendo desde o final da segunda temporada.
Assim como muitos artistas, Pedro Passari teve que percorrer um longo caminho para chegar à sua arte. Embora tenha entrado no mundo artístico aos 12 anos, quando fez seu primeiro curso de teatro, o artista chegou a prestar vestibular para medicina, se formou em Comunicação Social e trabalhou em marketing para uma das maiores empresas multinacionais sediadas no Brasil. Foi somente aos 27 anos que decidiu seguir sua veia artística e abandonar a carreira corporativa.
Além de interpretar Silvio Ple, Pedro Passari está construindo um currículo extenso. Como locutor, ele é a voz por trás de diversas publicidades, como as da Paypal e do Carrefour. Como ator, ele apareceu na série digital “Home Office” e fará sua estreia em “Desejos S.A.”, do Star+. Em 2020, ele interpretou o icônico personagem gay Sérgio Pompeu na série de Steampunk “A Todo Vapor”, na Amazon Prime.
Como criador de conteúdo, Pedro desenvolveu o quadro “Meu Terapeuta Tá de Férias”, que vem crescendo em popularidade junto com Silvio Ple. “O quadro surgiu durante a pandemia. Eu faço terapia há anos e amo, mas quero deixar claro que é apenas humor – não sou terapeuta, apesar de haver quem acredite”, conta Pedro sobre o sucesso em que ele escolhe uma pergunta de um seguidor para dar respostas bem-humoradas. Confira a entrevista!
Considerado um dos reality shows mais populares do momento, o “The Masked Singer Brasil”, sendo que em sua terceiro temporada, o sucesso tem sido cada vez maior. Como estão as suas expectativas para essa nova fase?
É uma alegria poder participar de um programa tão gostoso como o The Masked Singer Brasil. As outras temporadas já foram bem legais, mas toda a história de trazerem o Silvio Ple pra cena na terceira temporada foi uma experiência única. Além de ter podido dividir cena com Ivete Sangalo e com os jurados maravilhosos, fora das telas também tive uma receptividade muito boa. Agora é seguir trabalhando pra entreter o público e torcer pra termos uma nova temporada de The Masked Singer Brasil e poder mostrar mais ainda do Silvio Ple para o público.
Durante a produção, o seu papel como Silvio Ple, assistente de palco de Ivete Sangalo já rendeu várias risadas. Como foi o seu ingresso no programa e principalmente, como é dividir o palco com a cantora?
Entrei na primeira temporada a convite da Mari Nogueira, produtora coreográfica, e da Kátia Barros, diretora coreográfica do programa. Isso porque, quem fazia os seguranças, eram os bailarinos. A partir da segunda temporada já fui convidado diretamente pela produção do The Masked. Com a criação do Silvio Ple pra terceira temporada, as interações com a Ivete e com os jurados foi bem intensa. Estar no palco com a Ivete é jogar em cena o tempo todo. Ela responde todas as propostas que faço e também está o tempo inteiro criando alguma coisa fora do roteiro, como quando no episódio de carnaval ela mudou a própria música pra entrada do Silvio em cima do trio, ficando “arerê, o trio tá trazendo Silvio Ple”. Foi incrível ter trabalhado com gente tão generosa como a Ivete e os jurados.
Graças a simpatia do personagem, o seu público vem aumentando consideravelmente nas redes sociais, inclusive sendo reconhecido nas ruas. Como tem sido a recepção do público?
Foi uma grata surpresa quando o Silvio começou a ganhar espaço no programa e passei a receber mensagens do tipo “finalmente te encontrei” ou então ler no Twitter “adoraria saber o nome do ator que faz o Silvio Ple”. Como o The Masked Singer Brasil é um programa pra família toda, recebo recados de gente de todas as idades. Outro dia estava em um samba e fui abordado por um fã que adorava assistir o programa com a avó. Achei o máximo saber que o programa proporciona esse tipo de momento em família, tão raro e especial nos dias de hoje.

Falando em redes sociais, com uma rápida busca no Twitter, é fácil encontrar várias citações sobre você, inclusive falando sobre crush! Qual é o momento mais marcante que se lembra de ter passado com um fã?
A primeira vez que saí do estúdio de gravação e algumas pessoas que estavam na plateia me abordaram e pediram pra tirar foto foi um momento bem icônico, porque foi aí que entendi que o personagem estava ganhando um tamanho que eu não imaginava e fiquei bem feliz. E teve o dia que fui abordado na rua por uma fã que insistia que eu falasse quem havia ganhado o programa e ficou decepcionadíssima porque, obviamente, não contei (risos).
Um dos responsáveis pelo seu personagem é o produtor Eduardo Sterblitch, que chegou a falar como o Silvio se tornou uma grande surpresa no programa. Você também já esperava que o personagem tomaria essa proporção?
Não fazia a menor ideia! Foi quando cheguei pra gravar o primeiro episódio e me falaram que eu teria uma entrada só pra Ivete me apresentar que comecei a entender o que poderia acontecer. Daí pra frente me colocou em cima de um trio elétrico, me fizeram pular dentro de um poço, dançar “tubarão, te amo” com a Ivete “dentro do chuveiro” e tantas outras coisas criadas pelos roteiristas que só me restava me jogar em cena e curtir o momento. Acredito que estar presente na cena por inteiro com certeza fez a diferença para o público, direção, jurados e Ivete gostarem do meu trabalho.
Em um dos seus depoimentos, você afirmou que o Silvio nasceu de uma forma bastante natural. Como foi o processo de construção desse personagem?
Como na segunda temporada eu entrava para levar algumas dicas como um segurança desconhecido, sem ter uma orientação específica de como o personagem deveria se portar, acabei colocando muitos elementos meus ali à medida que a Ivete me dava algum espaço. Quando o Silvio Ple chegou na terceira temporada, entendi que o personagem seria mais interessante se fosse mais pro simpático do que pro bravo, então pude explorar mais características pessoais minhas, como o bom humor, a curiosidade e a espontaneidade. Claro que não deixei de colocar uma boa dose de caricatice, já que o programa permite essa brincadeira em cena!

Atravessando a telinha da televisão, você acabou idealizando o quadro “Minuto de français com Silvio Ple” de uma forma bastante humorística. De onde veio a ideia do quadro?
Um pouco antes de começarmos a gravação de mais um episódio, fui cumprimentar Ivete e ela, sempre muito generosa e querendo me ajudar a crescer o personagem, falou que eu podia criar algum quadro ensinando francês ou algo do tipo. Demorei algumas semanas pra chegar na ideia de quadro que eu gostaria e me sentiria confortável fazendo, já que não sou professor de francês e o foco real da atração é divertir o público. Foi assim que nasceu o “Minuto de Français com Silvio Ple”!
Uma das curiosidades sobre sua vida é a de que antes de se dedicar 100% a arte, você chegou a trabalhar no setor de marketing da Unilever. Como foi essa transição dos escritórios para os palcos?
Os palcos estiveram presentes na minha vida desde muito novo. Meu primeiro espetáculo profissional foi aos 15 anos. Mas tive um período de “dormência” do ator Pedro Passari enquanto cursei comunicação social e trabalhei com Marketing. Foi em 2010, quando voltei a estudar teatro em uma escola para musicais, que essa fagulha se reacendeu. Daí pra frente fiquei inquieto e sem deixar de dar um sorriso quando lembrava de mim em cima dos palcos. Em 2012 não aguentei mais, me planejei financeiramente e fui me dedicar completamente ao teatro. E depois de 11 anos fui parar nas telinhas da Globo (risos)!
Acompanhe Pedro Passari no Instagram