Pé de Manacá brilha com o álbum “Pra Raiar” e homenageia o forró pé-de-serra

Luca Moreira
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Pé de Manacá (Ana Lúcia Diniz)

O grupo Pé de Manacá apresenta em seu álbum inaugural, “Pra Raiar”, uma imersão fascinante no universo do forró de rabeca. Este projeto musical, composto exclusivamente por mulheres, mergulha profundamente nas riquezas culturais do Brasil, exibindo uma jornada de exploração e celebração das potencialidades desse gênero musical. Este trabalho fruto de pesquisa e aprofundamento está agora disponível nas principais plataformas de streaming.

Inspiradas nas raízes tradicionais do forró, explorando um contexto em que a rabeca desempenhava um papel de destaque antes mesmo da sanfona, o álbum revela a dedicação a uma tradição levada por muitas mulheres. Algumas dessas pioneiras são honradas e participam do álbum, fortalecendo uma conexão entre gerações e estilos. Em seis das dez faixas do álbum, vozes e instrumentos de mestres e renomadas musicistas como Anastácia, Ana Maria Carvalho, Neide Nazaré, Ana Flor de Carvalho, Thais Ribeiro e Wanessa Dourado se unem ao Pé de Manacá, criando uma sinfonia brasileira autêntica.

Cada música do álbum “Pra Raiar” é uma narrativa singular, desde a evocação de memórias e cânticos na faixa-título até a celebração festiva e tradicional na última canção, “Pra Ver o Folguedo Passar”. O quarteto e suas convidadas especiais criam um rico panorama sonoro que destaca diversos aspectos culturais, das influências dos cocos de roda e tradições afro-brasileiras em “Cor do Mar” até a magia das brincadeiras e tradições vivas no vibrante “Pé de Pulo”.

O próprio título do álbum reflete a essência da obra, inspirado na faixa homônima que conta a história de uma semente que brota, cresce e se espalha. “Pra Raiar” é uma homenagem às mulheres mais velhas que pavimentaram o caminho para as gerações seguintes, permitindo que as jovens artistas do Pé de Manacá cultivem suas próprias expressões artísticas.

Além disso, o grupo recebeu apoio do Programa de Ação Cultural (ProAc) do governo estadual de São Paulo, um valioso incentivo às artes e à cultura no estado. O lançamento de “Pra Raiar” é uma homenagem à tradição e um tributo emocionante às mulheres que abriram caminho para a próxima geração de artistas.

Explique mais sobre a escolha do título “Pra Raiar” para o álbum. Como essa escolha reflete o conteúdo e a mensagem que o grupo quer transmitir?

O álbum “Pra Raiar” é um álbum inaugural, uma chegança… nesse sentido, o título, de maneira singela, expressa nossos descobrimentos enquanto musicistas, artistas, compositoras e pesquisadoras e reflete também o desejo da construção de parcerias, base para a nossa existência enquanto grupo e para a maneira como enxergamos a musicalidade brasileira! É, sobretudo, um pedido de licença e uma celebração. É daí que surge o título “Pra Raiar”. Sendo o nome da composição feita durante a pandemia por Sofia e Alice, a música traz consigo a história da semente que germina, cresce, cria raízes e se ramifica. A conversa entre a semente e o nascer do sol então surge quando a anciã é cantada em sua cadeira de balanço, acompanhando o raiar do dia embalada por lembranças e emoções. De uma forma poética e simples, o título do álbum presta homenagem às nossas mais velhas, senhoras que vieram antes e trilharam diversos caminhos para que nós agora possamos germinar nossas sementes no mundo também, dando continuidade com, para e por elas.

É fascinante ver a colaboração com mestras e outras musicistas respeitadas no álbum. Como essas parcerias contribuíram para a riqueza e diversidade do trabalho?

Quando tivemos a certeza de que as nossas composições virariam um álbum autoral e fomos contempladas com o ProAc, um programa do governo estadual de SP de extrema importância para o fomento das artes e culturas do nosso estado, decidimos convidar para gravar conosco seis mulheres, artistas que consideramos nossas parceiras e algumas das nossas maiores referências e mestras do forró e outras culturas tradicionais brasileiras. Também convidamos Aline Falcão, musicista e arranjadora, que já admirávamos e acompanhávamos o trabalho há algum tempo, para assumir a frente enquanto diretora e produtora musical. Ao lado de Aline, criamos um cotidiano de trocas e construções coletivas em ensaios que levaram a rearmonizações de algumas músicas, rearranjos completos de outras, e criações de novas introduções e interlúdios musicais. Assim, as composições que antes passeavam no nosso repertório livremente criaram um corpo mais consolidado, uma interpretação mais firme e um sentido enquanto um álbum único.

O convite para as seis convidadas promove o intercâmbio entre diferentes gerações de mulheres compositoras que mantêm seu trabalho artístico na atualidade, além de valorizar a expressividade artística e cultural do forró, e de divulgar e fortalecer a atuação histórica e contemporânea de mulheres nesta cena. Na experiência de convívio em ensaios e dentro do estúdio durante as gravações, cada uma das musicistas convidadas nos ensina e deixa sua marca no processo de criação e execução de sua musicalidade, o que reflete a riqueza do resultado das músicas com suas participações pelo álbum.

Como foi o processo de pesquisa para resgatar e honrar as tradições do forró de rabeca? Quais foram os desafios e descobertas nesse caminho?

A pesquisa sobre o forró feito com a rabeca acompanha o grupo desde sua fundação e, nesse sentido, ao longo de nossa trajetória temos procurado conhecer e nos aprofundar nas tradições e em outros trabalhos artísticos que levam adiante as mais diversas sonoridades provocadas por esse instrumento. Podemos considerar que um dos desafios encontrados nessa busca é a convivência com mestres e mestras dessas tradições, uma aproximação que muitas vezes se torna difícil devido à distância que estamos em relação aos seus territórios de origem – pois, em sua maioria, nossas referências na rabeca moram em estados nordestinos. Para lidar com esses desafios, grande parte do nosso esforço se volta para a pesquisa de referências fonográficas e audiovisuais. No entanto, sempre que possível, entramos em contato com nossas referências em suas passagens por São Paulo, momentos em que aprofundamos nossas trocas de experiências com mestres e mestras.

Em muitas faixas, há uma mistura de vozes e estilos. Pode compartilhar um pouco sobre o processo de criação dessas colaborações e como isso enriqueceu as músicas?

Foi uma grande honra e privilégio poder contar com a musicalidade e saberes de tantas convidadas especiais, cada qual com sua trajetória rica e única no universo das artes e da música. Em ‘Pra Raiar “, composição de Alice Vaz e Sofia Baroukh, por exemplo, a Mestra Ana Maria Carvalho, professora e inspiração para o grupo, abre as alas do álbum com seus cantos de “aboio”, que revela pra quem escuta tanto a riqueza de sua voz quanto de sua trajetória. Ana Maria expande o significado desta música, que se torna uma homenagem à sua trajetória enquanto mestra. Nós sentimos no processo a honraria de poder produzir com ela, assim como atrelar nossas criações às dela, nesta união entre tempos e gerações.

Em “Amor das Águas Doces”, primeira composição feita em conjunto e na antiga formação do grupo, o xotezinho dengoso expande seu encantamento com Thais Ribeiro, que traz na voz e no timbre da sanfona um lamento antigo, sentido e ao mesmo tempo leve e gostoso, sobre os caminhos da vida, as partidas e os renascimentos.

Já “Velho Caçuá”, é a primeira composição feita na nova formação, quando Beatriz Da Matta chega ao grupo, que tem o balanço de um forró que pega fogo no salão e uma introdução característica do forró pé-de-serra. Neide Nazaré trouxe para a música a força de sua voz, nos lembrando e ensinando como trazer a intencionalidade para os refrões e palavras que entoamos.

“Pé de Pulo”, composição de Alice Vaz e Marcos Lou, a interpretação revolucionária da amiga e parceira musical Ana Flor de Carvalho e sua relação de proximidade com a trajetória do grupo torna a música mais bela, e eleva o coro a um total de cinco vozes, que impacta ainda mais o ouvinte. O arranjo composto com direção musical de Aline Falcão nos leva a uma solene ciranda, e ainda contempla um arrasta-pé que finaliza a faixa em clima de feira, farra e festa, homenageando todas as convidadas do álbum e ainda outras inspirações da trajetória do grupo.

“Flor de Maio” é uma composição inédita feita em parceria com Anastácia, a Rainha do Forró, que a partir de um mote, muito gentilmente nos acolheu e nos incentivou nesse processo de criação conjunta entre nós e Aline Falcão. Trazendo de forma poética, ambígua e até mesmo irônica a visão sobre amores antigos e as mágoas que passam, fluem e são jogadas na água para correrem rio abaixo, a música nos lembra muito lindamente da beleza que é deixar ir respeitar o tempo da vida, se abrir ao novo e se aventurar no desconhecido que nos leva a diferentes caminhos. Para o grupo, além de tudo, é uma alegria e uma honra imensa receber tamanho presente da Rainha do Forró, que aceitou o convite e nos abraçou no processo de composição da música. O nome da música e a última estrofe vêm, então, como uma homenagem a essa parceria e inspiração.   Ver esta mestra entrar em estúdio e a forma como, com maestria e domínio tira de letra a interpretação da letra foi, de imenso aprendizado e gosto para o grupo e todos presentes no momento.

“Pra Ver o Folguedo Passar” finaliza o álbum em clima de folguedo, festa na rua e brincadeira. A composição é fruto de um encontro bonito entre Alice Vaz e Wanessa Dourado, violinista, rabequeira e parceira do grupo. Em tempos de pandemia, as duas musicistas se conectaram através da musicalidade de Wanessa e da poética de Alice, e de uma vez só nasceu esse forró rabecado, de versos lúdicos e um refrão-introdução instrumental. Com a direção musical de Aline Falcão, a faixa recebeu ainda um arranjo rebuscado de conversas entre as duas rabecas e as percussões de um cortejo que vai passando na rua e encantando todo mundo que o vê. Fazendo referência a diferentes ritmos como o samba e o ijexá, o álbum finaliza com toda essa energia de encontros sonoros e chamando todo mundo: “Vem ver folguedo acender!”

Pé de Manacá

O álbum abrange várias narrativas, desde evocações de memórias até celebrações de festas e tradições. Pode nos contar mais sobre o significado por trás de uma faixa específica que seja particularmente especial para o grupo?

“Canto de Rabeca” é a quinta faixa do álbum e encontrou o seu lugar exatamente assim, ao meio do caminho. Composição de Maria Carolina e Alice Vaz, a canção impôs desafios desde o início: dúvidas em relação às possibilidades de arranjos, instrumentações, andamentos e tonalidades… tanto foi assim que, quando entramos no estúdio para o processo de gravação das faixas, essa era a única música que ainda não estava com o arranjo fechado, definido. Hoje, com o álbum enfim lançado, percebemos com alívio: essas indefinições e dúvidas, antes motivo de certa angústia, foram características que a canção precisava vestir e já eram intuídas por sua própria narrativa, uma letra que traz consigo o sentir do impossível. Através de sua sonoridade fluida, a canção passeia pelos caminhos improváveis da vida quando, ao tentar o impossível, somos presenteadas pelo simples, natural e até mesmo óbvio. Como uma conformidade sofrida, mas também realista, firme e sólida, a composição tem um arranjo inspirado em diferentes ritmos brasileiros como baião, xaxado e bumba meu boi, e ganha uma nova interpretação na voz de Beatriz Da Matta.

Como a presença exclusivamente feminina no grupo influencia a dinâmica musical e a mensagem transmitida através da música?

Sermos uma banda composta apenas por mulheres influencia diretamente o nosso trabalho, à medida que podemos reconhecer rapidamente questões de gênero que atravessam o nosso fazer como artistas, e aos poucos trabalhá-las, cuidá-las, evitar possíveis atravessamentos externos que possam ser desgastantes, nos fortalecer, assim como demais artistas e grupos em contextos similares. Sabemos, por exemplo, que o universo da música popular brasileira, em nosso recorte, o forró, ainda dá mais espaço, valor, trabalho e visibilidade para grupos majoritariamente masculinos (cis). Em nosso contexto (como quatro mulheres cis e majoritariamente/socialmente brancas), identificamos esta questão, que nos atravessa. Tentamos em nosso trabalho trazer ao centro pessoas que não tem este espaço ganho, abrangendo outras questões minoritárias (raça, classe, outros). A elaboração das escolhas de contratação de profissionais no projeto do ProAc, que permitiu o lançamento do nosso primeiro disco autoral, teve este enfoque, por exemplo.

Como um grupo composto apenas por mulheres cis, discutimos e pensamos estas questões, que se refletem nas nossas composições musicais, parcerias, arranjos, letras. Isso aparece em nossa postura no palco nos shows e por isso acreditamos que aparece como mensagem para quem nos escuta.

Conte-nos sobre a decisão de convidar Aline Falcão como diretora e produtora musical. Como essa colaboração impactou o resultado do álbum?

Nós já admirávamos o trabalho de Aline Falcão e nutríamos o desejo dessa parceria antes mesmo de iniciarmos o processo do álbum em decorrência da nossa aprovação no ProAc. Aline havia sido diretora musical do álbum de estreia do Flor de Imbuia, um grupo de forró-de-rabeca de Salvador-BA, também composto exclusivamente por mulheres. Em uma primeira tentativa de escrita de projeto para a gravação do nosso álbum, já havíamos conversado com a Aline, que compartilhou conosco o processo de criação coletiva que tinha conduzido junto às parceiras do Flor de Imbuia, algo que almejávamos para o nosso próprio trabalho. Além dessa proposta de imersão em nossas composições, dentro de uma perspectiva de contribuição coletiva que Aline trazia, também confiávamos em seu brilhantismo como musicista e arranjadora.

Quando finalmente partimos para a fase de concretização do álbum, chamamos Aline Falcão para assumir a frente enquanto diretora e produtora musical. Ao lado dela, criamos um cotidiano intenso de trocas e construções coletivas em ensaios que levaram a rearmonizações de algumas músicas, rearranjos completos de outras, e à criação de novas introduções e interlúdios musicais. Assim, as composições que antes passeavam no nosso repertório livremente criaram um corpo mais consolidado, uma interpretação mais firme e um sentido enquanto um álbum único.

Além da musicalidade, o álbum parece ser uma celebração da cultura brasileira. Como o Pé de Manacá vê o papel da música na preservação e promoção da cultura?

A música passa de geração em geração, carrega tradição e marca especificidades de cada contexto comunitário. Ela aprofunda a tecnologia das relações humanas e em comunidade, serve como veículo de poesia, quando transformada em canção, é brinquedo, rezo, produz esperança, meio de resistência, revela e auxilia processos e condições de trabalho. A música é a própria cultura, que quando perpetuada segue sendo promovida.

Nosso trabalho celebra a cultura brasileira por referenciar o forró, criado em regiões nordestinas, que canta o contexto de trabalho, rezo, que revela ao mesmo tempo a escassez de recursos de básica e boa sobrevivência em comunidades sertanejas e riqueza, criação e minúcia cultural sem igual nem precedentes. O forró é patrimônio cultural do Brasil, difundido hoje em todo o país e não só, mas por muitos cantos do mundo! A ideia do álbum, por exemplo, surge do propósito de difundir e de valorizar o forró pé-de-serra e outros ritmos das culturas populares nordestinas em São Paulo – estado cuja cultura do nordeste está presente diante de inúmeras migrações para o estado sulista – através da ótica de mulheres compositoras, musicistas e pesquisadoras da capital paulista.

Em especial, podemos falar sobre o forró de rabeca, um instrumento que precede a sanfona na história do forró, e que aproxima a identidade do grupo ao trabalho de mestres e mestras nordestinos que são suas principais referências na atualidade e sobre quem o grupo mantém uma pesquisa contínua. Esse diálogo é importante sobretudo em um cenário no qual a rabeca e outros ritmos tradicionais continuam sendo pouco conhecidos no Sudeste, mesmo entre o público consumidor de forró.

Outro elemento que trazemos como importante marca sonora do grupo, são os coros femininos: sendo todas as quatro integrantes instrumentistas e cantoras, os arranjos de vozes ocupam um lugar especial nas composições autorais. Não por acaso, os coros femininos sempre estiveram presentes nas gravações tradicionais do forró pé-de-serra, embora as cantoras contratadas raramente tenham suas identidades devidamente divulgadas. Contra esse papel muitas vezes coadjuvante das cantoras no forró, mantemos uma pesquisa permanente sobre as referências femininas, ainda hoje pouco conhecidas pelo grande público e, portanto, frequentemente desvalorizadas pela indústria fonográfica. Procuramos, através da música, fomentar a visibilidade dessas compositoras do forró pé-de-serra, considerando que o reconhecimento das mestras e artistas enquanto mantenedoras deste segmento da cultura popular ainda se faz necessário.

Em termos de estilo e influências, como vocês equilibraram tradições mais antigas do forró com uma abordagem contemporânea?

É interessante dizer que nós não enxergamos nosso trabalho como uma síntese entre influências tradicionais e contemporâneas, e que também não consideramos existir uma dicotomia entre esses dois conceitos. Temos construído um trabalho autoral e, por esse motivo, muito do que trazemos às nossas composições refletem sobre quem somos, de onde viemos e em que tempo habitamos. No entanto, temos a consciência de que nosso trabalho artístico só existe em função da existência de tradições – e, mais do que isso, de pessoas que as mantêm – que continuam vivas e pujantes. Para nós, as tradições se manifestam de maneira contemporânea, porque se mantêm e se reinventam ao longo do tempo, a despeito de inúmeras tentativas históricas de apagamento. Talvez não se trate de um equilíbrio, mas de um caminho próprio que tentamos traçar ao entrar em contato com diferentes influências do forró e das culturas populares, influências estas que – importante destacar – ainda caminham fora de um circuito de massificação do mercado da música.

Como o apoio do Programa de Ação Cultural (ProAc) contribuiu para o desenvolvimento do álbum, e qual é a importância desse suporte para artistas na cena musical atual?

Podemos considerar que a aprovação na categoria de Gravação de Álbum de Música Popular no ProAc foi um divisor de águas em nossa trajetória. Com esta aprovação, recebemos um aporte financeiro e tivemos acesso a um circuito de equipamentos públicos da cultura, condições que garantiram com seriedade toda uma cadeia de ações e de necessidades que envolvem a produção de um álbum. Encaramos o apoio de uma verba pública, voltada para o fomento das artes de das culturas de nosso estado, não apenas como uma forma de valorização do nosso trabalho, a que temos direito, mas precisamente como uma maneira de compartilhar com a sociedade as nossas conquistas, que entendemos serem fundamentalmente coletivas.

Dessa maneira, podemos dizer que o apoio do ProAc nos permitiu concretizar um sonho para o qual já estávamos trabalhando de maneira independente e sem nenhum financiamento público ou privado, mas também criou condições para que compreendêssemos toda a complexidade que envolve esse trabalho. Sob essa perspectiva, pudemos enxergar com mais detalhes como é determinante para a trajetória de artistas independentes um apoio de um edital público como este a que tivemos acesso. Por esse motivo, defendemos a continuidade, o aprimoramento e a ampliação de editais públicos voltados ao fomento das artes e das culturas em nosso país, tendo em vista a disparidade existente entre as demandas desse setor e as reais perspectivas de trabalho a que artistas estão submetidos.

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