Oceana estreia projeto autoral com single “Vem Cá” e show gratuito no Centro Cultural São Paulo

Luca Moreira
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Oceana (Beatriz Metidieri)
Oceana (Beatriz Metidieri)

O duo Oceana, formado por Ced e Ana Rafaela, apresentou oficialmente seu projeto musical ao público com o lançamento do single “Vem Cá” e um show homônimo realizado no dia 22 de novembro, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). A estreia marcou o nascimento de uma identidade sonora leve, afetiva e contemporânea, que une MPB, pop, folk e bossa nova em um encontro artístico guiado por conexões espontâneas e sensibilidade compartilhada.

Disponível em todas as plataformas digitais, “Vem Cá” sintetiza a essência do Oceana: uma canção de afeto e proximidade, com letra acessível e atmosfera acolhedora. Produzida por Tomás Tróia, a faixa combina sintetizadores e baixo 808 ao violão de nylon, elemento central da sonoridade do duo, e traz mix e master de Pedro Garcia, com distribuição da ONErpm e apoio da BMGV MUSIC. “Queríamos que o primeiro som tivesse essa energia leve e ‘chicletinha’”, explica Ana Rafaela.

No palco do CCSP, Ced e Ana aprofundaram essa proposta em um show intimista, convidando o público a mergulhar nas histórias, acasos e inspirações que deram origem ao projeto. Com repertório autoral e versões de artistas que dialogam com sua estética — de Djavan e ANAVITORIA a Dua Lipa e Harry Styles —, o Oceana apresentou um debute marcado pela conexão direta com a plateia. “É a realização de um sonho mostrar nosso universo em um dos maiores centros culturais da América Latina”, resume Ana Rafaela.

Em que momento vocês perceberam que suas trajetórias distintas formavam, na verdade, uma identidade musical única?

Desde o simples prazer de cantar junto até o momento em que começamos a compor uma sequência de canções com muita facilidade e perceber que elas não teriam surgido de forma individual.

 “Vem Cá” tem essa atmosfera leve, “chicletinha”, afetiva, pensada para grudar na memória. Quando vocês compuseram a faixa, qual foi o primeiro sentimento que vocês quiseram transmitir — intimidade, convite, acolhimento?

Sim, todas essas ideias estão associadas dentro da composição de Vem Cá. Mas principalmente a arte do encontro, de se conhecer, de conversar, de dar tempo ao tempo às coisas. E de receber bem esse sentimento de viver coisas novas com alguém totalmente novo na sua vida. Assim como aconteceu com a gente, com a nossa amizade.

Oceana (Beatriz Metidieri)
Oceana (Beatriz Metidieri)

A combinação do violão de nylon, sintetizadores e 808 cria uma MPB contemporânea própria do Oceana. Como vocês encontraram esse equilíbrio entre o orgânico e o moderno, sem perder a essência brasileira?

Tivemos a grande felicidade de ter a colaboração e criatividade do produtor musical Tomás Tróia nessa canção, que trouxe justamente esse frescor que precisávamos. Antes de começar a produzir nós sabíamos que queríamos trazer uma sonoridade diferente do que havíamos feito em nossos trabalhos individuais, mas sem perder a essência de nossas referências. Então ninguem melhor do que o Tomás, que está acostumado a juntar a essência brasileira com sonoridades nos trabalhos com a Duda Beat. Ficamos muito felizes com o resultado, era exatamente o que queríamos.

O show no CCSP marcou uma espécie de “debut artístico” para o duo. Como foi dividir canções tão íntimas — algumas praticamente inéditas — com o público pela primeira vez? Houve algum momento que emocionou vocês de um jeito inesperado?

Foi muito especial, muito único porque a sinceridade das letras e canções revelam muito do que a gente pensa sobre nós mesmos e também enquanto duo. As músicas falam sobre uma perspectiva de vida cheia de esperança, otimista e vontade de conexão com as pessoas. E a gente sentiu que fomos super bem recebidos pelo público. Nos divertimos, nos emocionamos e entregamos o nosso melhor. Tem uma música nossa chamada “Aqui e agora” e foi muito especial ter tocado ela para as pessoas. Nós sentimos algo muito forte, algo maior nesse momento.

Oceana (Beatriz Metidieri)
Oceana (Beatriz Metidieri)

O oceano do Oceana parece ser feito de encontros, acasos e coincidências. Existe algum episódio curioso ou simbólico desse início de parceria que vocês sentem que “carimbou” a alma do projeto?

Sim. A forma como nós nos conhecemos. Em um role musical em que ambos estávamos cansados, um tropeço deu início à esse encontro. E a partir daí o ACASO regeu o OCEANA até agora. E muitas das situações que vivemos até agora, vieram à partir dessa energia.

Entre Djavan, ANAVITORIA, 5 a Seco, Dua Lipa e Harry Styles, vocês têm um mosaico muito diverso de referências. Como essas influências dialogam dentro do duo sem virar excesso, mantendo a originalidade do Oceana?

Apesar de tantas referências, nossa essência permanece enquanto um duo jovem, romântico e elegante. O importante pra nós é ter uma música envolvente, com harmonia bem trabalhada e o equilíbrio entre a beleza das nossas duas vozes, o masculino e o feminino se complementando.

Oceana (Beatriz Metidieri)
Oceana (Beatriz Metidieri)

O show “Vem Cá” tem versões intimistas e momentos com banda completa. Para vocês, qual é o segredo para manter a mesma verdade emocional em formatos tão diferentes?

A dinâmica do show. É preciso ter o silêncio para se valorizar os momentos com mais som. Acreditamos que a construção gradual dessa atmosfera sonora envolve o público de uma maneira eficiente e assertiva, trazendo eles mais próximos ao nosso universo artístico.

Essa estreia no CCSP foi descrita como a realização de um sonho. Agora que o Oceana chegou oficialmente ao mundo, qual é o próximo sonho que vocês esperam “chamar” com esse primeiro passo?

Com certeza fazer uma turnê pelo Brasil, gravar nossa canções e atingir um grande público que vibre, sonhe e cante junto conosco.

Acompanhe no Instagram: Oceana | Ana Rafaela | Cedric

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