Meri Deal, a talentosa cantora uruguaia, está conquistando o cenário musical latino-americano e além. Com uma trajetória notável que começou aos 17 anos, Meri formou sua primeira banda, Toco Para Vos, alcançando milhões de reproduções em tempo recorde e realizando turnês de sucesso pela Argentina, Paraguai, Chile e Estados Unidos. Desde então, sua carreira tem sido uma jornada de crescimento e inovação musical.

Desde seus primeiros passos na música aos 4 anos, quando começou a tocar piano, Meri demonstrou um talento excepcional. Esse talento floresceu ainda mais em 2019, quando ela decidiu seguir carreira solo. Sua estreia foi marcada pela abertura de shows para artistas renomados como Ed Sheeran e Maroon 5 no icônico Estádio Centenario, no Uruguai, além dos Backstreet Boys na Antel Arena.

Em 2021, Meri lançou seu primeiro single solo, “11 Con 11”, seguido pelo sucesso “Te Beso Yo”, uma colaboração com Morelli. Essas faixas não só destacaram sua habilidade vocal e musicalidade, mas também solidificaram sua presença no cenário musical.

O ano de 2022 foi um marco em sua carreira com o lançamento de seu álbum de estreia, “Amores Náufragos”. Gravado entre México e Miami, o álbum contou com a colaboração de produtores de renome, como Andrés Castro, Florentino Primera, Yasmil Marrufo, Claudia Brant, Juan Morelli e Icon. Este trabalho apresentou uma mistura única de bases musicais originais e uma imagem cativante, características que diferenciam Meri Deal como uma artista singular na indústria.

Com uma base de fãs leais e em constante crescimento, Meri continua a impressionar com sua originalidade e talento. Seu impacto é evidente tanto nas plataformas digitais quanto nos palcos ao redor do mundo, consolidando seu lugar como uma das vozes emergentes mais promissoras da música latino-americana.

Você começou a tocar piano aos 4 anos. O que te motivou a se interessar pela música desde tão cedo?

Em casa havia um piano e viveu com minha família um amigo pianista dos meus pais. A primeira vez que o ouvi tocar despertou em mim uma profunda curiosidade. Desde então, me apaixonei pelo piano e senti uma conexão imediata com a música.

Aos 17 anos, você formou sua primeira banda, TocoParaVos, que rapidamente alcançou grande sucesso. Como foi essa experiência para você e o que aprendeu com essa fase inicial da sua carreira?

Essa experiência mudou minha vida. Sempre havia sonhado em ser cantora e me dedicar à música, e já estava muito envolvida com ela, mas TocoParaVos, de todas as bandas que tive, foi a que decolou. Logo as pessoas se conectaram conosco. A banda trazia alegria, diversão e leveza. Aprendi muito porque, desde muito jovem, pude me dedicar profissionalmente ao que sempre sonhei, e isso me fez entender o verdadeiro compromisso e responsabilidade necessários. A constância, a disciplina. Conheci mais a mim mesma, tanto no profissional (no palco, escrevendo músicas, interagindo com meus fãs) quanto no pessoal, em minhas necessidades. Entendi que, para continuar perseguindo e vivendo este sonho, é preciso ser muito consciente consigo mesmo e dar-se tempos de desconexão com o externo, para depois voltar a conectar.

Em 2019, você decidiu seguir carreira solo. Quais foram os maiores desafios e conquistas dessa transição para você?

O maior desafio está na criação, porque agora a música que lanço me representa, e não a um conjunto de pessoas, a uma banda. Então, sempre que escrevo músicas, o processo é muito mais longo; escrevo 15 para encontrar 1 que realmente me represente. Porque é como estar despida, e ao mesmo tempo é incrível porque, a partir desse lugar de transparência e honestidade, onde se está mais vulnerável, consigo conectar profundamente com meus ouvintes. E me sinto na essência pura, há mais proximidade nos shows.

Meri Deal
Meri Deal

Você teve a oportunidade de abrir shows para artistas renomados como Ed Sheeran, Maroon 5 e Backstreet Boys. Como foi essa experiência e o que ela representou para sua carreira?

Essas experiências são inesquecíveis, marcaram minha carreira e me fizeram perceber que realmente queria começar meu projeto solo. Porque a primeira vez que fui escolhida para uma abertura, foi uma total surpresa e tive que me arriscar a tocar minhas músicas mais secretas, aquelas que guardava na gaveta, inéditas… a emoção e a conexão que senti foram tão grandes que decidi que queria seguir esse caminho. Além disso, tive a oportunidade de tocar no Estádio Centenário, um lugar onde sempre sonhei estar, e para mim foi uma honra poder compartilhar o palco com artistas que admiro tanto.

Seu primeiro single solo, “11 Con 11”, foi lançado em 2021. Pode nos contar um pouco sobre o processo criativo por trás dessa música e o que ela significa para você?

A canção fala sobre a decisão de sacrificar um amor por outro amor, a música. Mas tem esperança, 11:11 é a hora de um portal onde o universo e os anjos te escutam para que você peça o que mais deseja. Eu estava me afastando de um relacionamento que tinha, para lutar pelos meus sonhos e minha carreira, mas com o coração na mão dizendo: sei que algum dia nossos caminhos vão se reencontrar. O processo criativo foi super leve porque todas as emoções estavam à flor da pele, então simplesmente precisei de uma folha e um lápis para que a mão fluísse e contasse o que estava acontecendo comigo.

“Te Beso Yo” é uma colaboração com Morelli. Como surgiu essa parceria e como foi trabalhar juntos nessa faixa?

Em 2021, fui a Miami para compor com outros artistas, produtores e compositores. Foi assim que conheci o Morelli; nos sentamos junto com dois amigos dele para escrever e nasceu “Te beso yo”. Naquele momento, concordamos que a canção precisava da voz de um homem para uma estrofe, e foi então que Juancho (Morelli) gravou essa parte para o demo. Os dias passaram e ele me escreveu dizendo que realmente tinha gostado da canção e queria fazer parte dela, e eu concordava com ele; de fato, já tinha pensado em perguntar se ele queria colaborar comigo. Foi um processo muito bonito e muito honesto, hoje em dia somos amigos e estamos super em contato, continuamos escrevendo sempre que nos encontramos em algum lugar.

Meri Deal
Meri Deal

Seu álbum de estreia foi lançado em 2023, com colaborações de produtores renomados. Como foi o processo de gravação entre México e Miami e o que você mais gostou ao trabalhar nesse projeto?

O processo foi incrível. Como te contei anteriormente, para escolher uma canção eu escrevo várias, e tanto no México quanto em Miami conheci produtores e compositores muito talentosos, que realmente admiro. Trabalhar com cada um dos envolvidos no meu álbum foi uma honra, uma bênção. Uma das minhas canções que mais gostei de escrever é “Me Gusta”, que escrevemos com Florentino Primera e Yasmil Marrufo em Miami, duas pessoas tão talentosas que te elevam ao céu com o que fazem e estão sempre rindo. Foi muito divertido e eu adoro a canção.

Quais artistas ou estilos musicais mais influenciam o seu trabalho e como essas influências se refletem na sua música?

Cerati, Sabina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Shakira, o rock, a música brasileira… a verdade é que tenho um montão de influências, sempre ouvi de tudo e, sem querer, percebo que essas influências se refletem tanto nas melodias, como nas harmonias e nas formas de dizer as coisas. Sempre li muita poesia, Juana de Ibarbourou, Borges, Federico Garcia Lorca, e esses autores também me ensinaram muito.

Você tem uma base de fãs leais e em constante crescimento. Como você se conecta com seus fãs nas plataformas digitais e qual a importância dessa interação para você?

Estou sempre lendo tudo o que me mandam, tanto nos comentários nas postagens quanto nas mensagens diretas. Me divirto muito com as ideias dos fãs e me emociono. Para mim, é superimportante porque, além disso, devo tudo a eles; poder fazer o que faço é graças a todos os que me ouvem e dedicam seu amor, aos que se conectam com minha música.

Quais são seus próximos projetos ou lançamentos que podemos esperar e o que você mais deseja alcançar em sua carreira musical nos próximos anos?

Este ano estou trabalhando muito nos meus próximos lançamentos que vão compor meu próximo álbum. Por enquanto, vou lançando singles, e estou fazendo uma busca profunda; não me contento facilmente. Realmente quero que minha música me atravesse, me emocione, porque isso significa que ela conecta, que tem alma, e só então posso lançá-la. E o que espero é continuar crescendo como artista, conectando com uma audiência internacional, poder cruzar fronteiras e adoraria colaborar com artistas que admiro.

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