A banda MAHI celebra cinco anos de estrada com o lançamento de “Me Levar”, faixa que dá nome ao novo álbum do grupo e chega acompanhada de um videoclipe oficial no YouTube. O projeto marca uma fase de maturidade artística do quinteto, unindo sensibilidade, identidade sonora e uma estética visual que traduz a essência leve, vibrante e emocional da banda.
Com uma sonoridade definida como Reggae Pop, “Me Levar” aposta em uma atmosfera envolvente e moderna para falar sobre conexão verdadeira, liberdade emocional e entrega ao amor sem reservas. Inspirada tanto pelas raízes do reggae nacional quanto pela estética contemporânea de nomes internacionais como Stick Figure, a faixa dialoga naturalmente com playlists como Good Vibes, Pop Leve e Reggae Brasil. “Essa canção nasceu de uma conversa sobre liberdade emocional. É sobre confiar no amor e se permitir sentir. É uma das faixas mais sinceras que já fizemos”, afirma o vocalista Léo Jack.
Gravado no Estúdio Sérgio Menezes, no Rio de Janeiro, o videoclipe de “Me Levar” aposta em um conceito minimalista e simbólico. Com roteiro assinado por Rafaella Guarany, Léo Jack e João Frazão, e direção de Frazão, o vídeo utiliza um fundo infinito branco e uma grande esfera de luz representando o sol, símbolo de ascensão, transcendência e união. A estética do clipe também inspirou a capa do álbum, criada a partir de uma fotografia real sob o sol, onde aparecem apenas as sombras dos integrantes — uma metáfora visual da identidade coletiva da MAHI.
Criada em janeiro de 2021, em meio à pandemia, a banda nasceu no coração do Rio de Janeiro com a proposta de reinventar o pop brasileiro sob a ótica da leveza, da mistura de gêneros e das boas vibrações. Desde o single de estreia “Vem Pra Mim”, o grupo vem explorando influências de pop rock, reggae, MPB pop e neo soul, consolidando o que define como Pop Good Vibes. Em março deste ano, a MAHI também lançou o single “Ficar do Teu Lado”, em parceria com Arnaldo Brandão, reforçando o diálogo entre gerações e ampliando o alcance artístico do projeto.
Formada pelos vocalistas Léo Jack e Rafaella Guarany, ao lado de Wellington Graziane (baixo), John Lemos (bateria) e Sidnei Stellet (teclado), a MAHI une parceria artística e afetiva em um projeto que já soma cerca de 13 faixas autorais e colaborações com nomes como Milton Guedes, Buchecha, Ronnie Marruda e Marquinho Duran. Com “Me Levar”, a banda reafirma sua identidade e convida o público a mergulhar em um som que celebra o amor, a entrega e a liberdade de sentir.
Confira a entrevista respondida pela Rafaella Guarany:
“Me Levar” nasceu de uma conversa sobre liberdade emocional. Qual foi o momento exato em que vocês perceberam que essa conversa poderia virar música — e o que cada um queria ‘se permitir sentir’ naquela fase?
“Me Levar” é um Pop Reggae, como no estilo que tanto gostamos de fazer . Ela nasceu da necessidade de passarmos isso mais uma vez e fazermos conexão com as pessoas que tb gostam desse estilo , ela fala sobre liberdade emocional , sobre uma entrega sem medo e sem reservas , sobre confiar no amor e se permitir .
O clipe traz um cenário minimalista com um sol simbólico que remete à ascensão e transcendência. Como surgiu essa imagem e o que esse ‘sol’ representa pra MAHI hoje, depois de cinco anos de estrada?
A ideia do cenário minimalista veio da vontade de deixar a mensagem ainda mais clara. O sol surgiu como símbolo natural de ascensão, recomeço e luz. Hoje, depois de cinco anos de estrada, esse sol representa a MAHI mais consciente do próprio caminho, mais forte, madura e conectada com a sua essência.

As sombras dos integrantes usadas na capa do disco reforçam a ideia de unidade. O que cada sombra individual simboliza dentro dessa identidade coletiva que vocês construíram ao longo dos anos?
As sombras na capa representam a união das nossas individualidades dentro de um todo. Cada sombra carrega um pouco da história e dos sentimentos de cada integrante, mas juntas, formam algo maior. Elas simbolizam como, ao longo dos anos, conseguimos fortalecer nossa identidade coletiva, respeitando as diferenças e crescendo juntos.
MAHI nasceu em plena pandemia — um período de reclusão, incerteza e reinvenção. Como esse contexto influenciou a forma como vocês se conectam entre si e com o público?
A MAHI nasceu num momento em que tudo era incerteza, e isso nos aproximou muito. A pandemia nos ensinou a escutar mais, a valorizar o encontro e a conexão verdadeira. Essa experiência moldou a forma como nos relacionamos entre nós e com o público: de maneira mais humana, sensível e honesta.

A parceria com Arnaldo Brandão colocou MAHI em diálogo direto com uma geração que moldou a música brasileira. O que vocês aprenderam desse encontro entre épocas, linguagens e experiências?
Esse encontro foi um grande aprendizado. Ele e um ser humano incrível e de uma historia grande de importância para a cultura musical do nosso país e a troca com o Arnaldo nos trouxe escuta, respeito ao tempo da música e à força da verdade artística. Foi um diálogo entre gerações que nos mostrou que, mesmo com linguagens diferentes, a essência da música continua sendo a mesma: sentimento, entrega e autenticidade.
A banda explora o ‘pop GOODVIBES’, mas sempre com camadas emocionais profundas. Como vocês equilibram leveza sonora com mensagens tão humanas e sinceras?
A leveza vem do som, mas a verdade vem do que sentimos. A gente acredita que dá pra falar de coisas profundas sem pesar, com sensibilidade e sinceridade. Esse equilíbrio acontece naturalmente quando a música nasce de emoções reais e da vontade de se conectar de forma honesta com quem ouve.

Rafaella carrega uma história sólida na TV e no entretenimento. Como essa vivência — de sets, câmeras, narrativas — influencia a estética visual e a identidade artística do MAHI?
Essa vivência traz um olhar mais atento à narrativa e à estética. A minha experiência com as câmeras influencia a forma como a MAHI constrói sua identidade visual. Tudo é pensado para contar uma história, criar atmosfera e ampliar a emoção que a música já carrega. Sou muito detalhista e vejo sempre os mínimos detalhes para que tudo fique redondinho
Depois de cinco anos, um álbum completo e uma estética cada vez mais definida, qual é o “próximo salto” que vocês sentem que a MAHI está prestes a dar — musicalmente, emocionalmente ou espiritualmente?
Sentimos que o próximo salto da MAHI é de aprofundamento. Musicalmente, mais liberdade e identidade. Emocionalmente, mais entrega e verdade. E espiritualmente, mais conexão com quem somos e com quem caminha junto com a gente. É um passo de expansão, com os pés no presente e o coração aberto pro que vem.

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