João Vitor Rezende transforma influência em negócio e fortalece a nova geração do empreendedorismo digital

Luca Moreira
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João Vitor Rezende
João Vitor Rezende

De influenciador a empresário, João Vitor Rezende representa uma nova geração que enxerga o universo digital como um espaço de construção, propósito e estratégia. À frente da ADR Agência, ele canaliza a criatividade que o levou a conquistar milhões de seguidores para estruturar um ecossistema voltado ao desenvolvimento de criadores como marcas. Entre moda como forma de expressão, processos criativos alimentados por referências e a pressão de se manter relevante nas redes, o jovem empreendedor fala sobre a transição para a gestão, o impacto da Geração Z no marketing de influência e os projetos que ainda pretende realizar, guiado pela ideia de usar sua trajetória para gerar valor e impacto positivo na vida das pessoas.

João, você começou como influenciador e hoje também é empresário à frente da ADR Agência. Como foi essa transição de criador para gestor — e o que mais te surpreendeu ao estar dos dois lados do mercado?

Foi uma transição natural. Sempre fui uma pessoa criativa, e no começo usava isso só pro meu lado de influenciador. Hoje consigo canalizar essa mesma energia pra movimentar um ecossistema inteiro, a agência, e fazer o time sair da zona de conforto todos os dias. O que mais me surpreendeu foi perceber que ser empresário, no fim, exige os mesmos princípios que ser criador: constância e paixão.

Seu conteúdo reflete um estilo muito próprio e autêntico. O que a moda representa pra você hoje — uma forma de expressão, um negócio ou um canal de conexão com o público?

Moda pra mim é refletir quem eu sou e o que acredito. É uma forma de traduzir meus princípios pra quem me vê, sem precisar explicar nada. Cada escolha comunica um pouco da minha essência.

Cada vez mais criadores estão virando empresários e donos de suas marcas. O que você acredita que diferencia um influenciador de um verdadeiro empreendedor digital?

Pra mim, o influenciador e o empreendedor podem caminhar juntos. Depende da visão que o criador tem sobre o próprio trabalho. Quando ele começa a enxergar o que faz como um negócio, ele evolui. No fim, a diferença tá em entender que o digital não é só sobre aparecer, é sobre construir algo que continua mesmo quando você não tá online.

Você faz parte de uma geração que busca propósito, transparência e autenticidade. Como enxerga o papel da Geração Z na transformação do marketing de influência?

A Geração Z tem um papel enorme nessa transformação, porque é ela que vai impulsionar a nova economia. Hoje, as marcas não pensam mais em apenas vender, e sim em criar uma relação duradoura com o cliente, transformando ele em parte da marca. Com essa visão, somada ao poder do digital, surgem novas possibilidades de negócio e formas de gerar valor que antes não existiam.

Como é o seu processo criativo? De onde vem a inspiração para manter o conteúdo leve, atual e ainda assim autêntico em meio a tantas tendências passageiras?

Meu processo criativo varia muito, não tenho uma fórmula secreta. Depende da área em que vou usar. Quando é pra publicidade, minha criatividade vem muito de armazenamento. Tenho na cabeça muitas cenas de filmes, propagandas e referências, e quando surge uma oportunidade, resgato tudo isso e começo a lapidar até virar algo original. Mas uma técnica que nunca falhou pra mim e pra minha equipe, dentro da empresa e nos projetos da agência, é o famoso brainstorm. Junta três cabeças criativas, começa a falar qualquer coisa que vier na mente e, em 30 minutos, a mágica acontece: uma ideia brilhante nasce.

Com milhões de seguidores e múltiplos projetos, como você lida com a pressão de estar sempre presente e relevante nas redes?

Vou ser bem sincero com vocês: tem sido um desafio conciliar os dois lados. Hoje tô muito focado na parte de gestão e acabo deixando o lado influenciador um pouco de lado. É uma fase em que tô trabalhando dobrado, então nem sempre consigo equilibrar como gostaria. Mas sei que é momentâneo, e logo vou achar meu ritmo de novo.

Como a ADR Agência surgiu — e o que ela representa no mercado? Vocês pensam em expandir o trabalho para outros segmentos ou até mesmo criar produtos próprios?

A ADR nasceu da vontade de cuidar melhor dos criadores, oferecendo estrutura e visão de longo prazo. Hoje, ela representa um ecossistema que conecta criatividade, estratégia e negócios. Nosso foco é fazer o influenciador pensar como marca. E sim, estamos expandindo: criamos novos braços no digital e, em breve, teremos novidades. A ideia é transformar a ADR em uma marca que respira todas as áreas do digital.

O que ainda te move depois de tantas conquistas? Podemos esperar novos projetos pessoais, talvez uma marca própria ou algo totalmente diferente?

Tenho muitas coisas que ainda pretendo conquistar. Sou novo e sei que algumas delas vão vir no tempo certo, com mais idade e experiência. Mas algo que sempre foi o meu centro é o sentimento de poder levar bondade pras pessoas. De conseguir melhorar não só o dia de quem tá ao meu redor, mas também a vida delas, direta ou indiretamente. Isso pra mim sempre valeu mais do que dinheiro ou qualquer bem material.

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