João Mar celebra o lançamento de ‘Sacada’: uma canção ensolarada repleta de emoção e positividade

Luca Moreira
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João Mar

Após sua criação em 2019, finalmente, o mundo terá o privilégio de conhecer “Sacada”, a tão esperada música escrita pelo cantor e compositor João Mar, em parceria com seu colega Rodrigo Xuxa. Desde então, ambos alimentavam o sonho de compartilhar essa música com o público, e para João, a canção ganha significado no momento em que é apresentada.

Depois de uma longa espera, “Sacada” será lançada nas plataformas digitais em 10 de novembro, sendo uma das favoritas do intérprete. João acredita que a música é ideal para manhãs ensolaradas, viagens com amigos e dias de praia, pois representa momentos memoráveis vividos com quem se ama.

Apesar de estar em tratamento para combater um Linfoma de Hodgkin diagnosticado em setembro deste ano e passar por sessões de quimioterapia, João Mar (36 anos) sente no coração a necessidade de continuar trabalhando. A música tem sido uma fonte de bem-estar para ele. Compartilhando um pouco dessa nova rotina nas redes sociais, o cantor teve que tomar algumas decisões, como o cancelamento por tempo indeterminado de seus shows. No entanto, várias novidades estão confirmadas, entre elas, o lançamento de “Sacada”, que promete trazer alegria e, ao mesmo tempo, manter o romantismo característico do trabalho do jovem talentoso.

Em setembro, apesar dos momentos difíceis, João Mar teve importantes realizações profissionais. Reconhecido nacionalmente pelo hit “Funk Bunitin”, que fez sucesso entre as celebridades, o artista divulgou “Vou Fugir”, o primeiro single de seu próximo álbum previsto para 2024. A música tem ganhado grande alcance nas redes, apresentando um timbre leve e fortes referências do reggae e da Música Popular Brasileira.

Considerando as similaridades rítmicas entre “Sacada” e “Vou Fugir”, o cantor confirma que ambas fazem parte de uma narrativa artística que será completamente revelada com o lançamento do álbum. João Mar expressa: “Neste projeto, estou resgatando minha essência na música. Minhas principais referências, como Armandinho, Bob Marley e Natiruts, estarão totalmente visíveis. Sinto que me inspirei na vida para este álbum e cada lançamento revela uma parte dessa jornada. É como desenrolar de uma história de amor, através de canções repletas de pensamentos positivos”.

Além de cantar e compor, João Mar está envolvido no processo de produção de suas músicas. Ele inaugurou um estúdio em Curitiba – PR, a “Casita”, onde assina a produção de “Sacada” junto com João Mendes, produtor e amigo do artista.

João, você mencionou que “Sacada” é uma das suas favoritas e perfeita para momentos especiais. O que a torna tão especial para você?

Todas as minhas músicas são feitas para trazer sentimentos positivos nas pessoas, para que elas ouça-as e tornem cada momento feliz, ainda mais agradável. Porém, “Sacada”, na minha opinião, tem uma pegada ainda melhor, porque é uma faixa muito alto astral. Além disso, eu comecei a escrevê-la em 2019, o que a torna ainda mais especial. Acredito que o diferencial dessa música é o fato dela ser muito “pra cima” e ser o resultado de algo que eu já esperava há muito tempo.

Mesmo enfrentando um tratamento para o Linfoma de Hodgkin, você decidiu seguir com o lançamento de “Sacada”. Como a música tem sido uma parte importante do seu processo de enfrentamento?

A música faz parte do meu processo de cura. Ela me transforma em vários sentidos e acredito que traz melhorias para além do que acreditamos. Continuar fazendo música tem sido sinônimo de buscar a recuperação e alimentar uma das partes mais importantes de mim, me faz ter energia e motivação para seguir em frente. E, com certeza, a receptividade dos meus fãs e ouvintes me mostram que eu estou no caminho certo. Por isso acho que é tão importante continuar compartilhando o meu trabalho com aqueles que torcem por mim.

Com a decisão de cancelar shows por tempo indeterminado, como você planeja manter o contato com seu público? Haverá alguma novidade ou projeto especial?

Ainda que eu tenha pausado as apresentações para cuidar de mim mesmo, o que creio ser o maior foco do processo, eu não pretendo parar de lançar os meus sons e alimentar o relacionamento com quem os escuta através das minhas redes sociais. Acredito que eles são a melhor forma de me aproximar do meu público. Através das minhas músicas, eu expresso quem eu sou e as minhas visões sobre o mundo e, dessa forma, eles passam a me conhecer através dessa perspectiva. Então, acho que além dos palcos, a música também os aproxima de mim.

“Vou Fugir” e “Sacada” têm semelhanças rítmicas e fazem parte do mesmo projeto. Pode nos contar mais sobre a narrativa artística que você está construindo com essas músicas e o próximo álbum?

Ambas as músicas fazem parte de um grande projeto, que será lançado no ano que vem. Elas possuem fatores comuns, pois, as últimas faixas contam com basicamente as mesmas referências, especialmente do raggae, que é um estilo musical que gosto muito. Sendo assim, elas são semelhantes pelo fato de terem as mesmas inspirações. Porém, essa história completa será revelada somente com o álbum completo. Posso adiantar que as pessoas vão me conhecer como nunca conheceram antes porque, cada parte do álbum conta um pedacinho da minha trajetória.

Este álbum, segundo você, resgata sua essência musical. Quais são suas principais influências que os ouvintes podem esperar encontrar nesse resgate?

As minhas principais referências são os sons que escutei enquanto crescia. Elas vêm antes de mim, são influenciadas pelo gosto dos meus pais também. Sem dúvidas, hoje, os artistas que mais fazem sentido com o que quero passar com as minhas músicas são o Bob Marley, Armandinho, a banda Natiruts e os Titãs. Além disso, curto muito a MPB clássica, não é à toa que gosto de fazer versões desses hits também. Admiro Caetano Veloso e Marisa Monte, artista de quem minha mãe era muito fã, e sem dúvidas, ambos também influenciaram o desenvolvimento deste meu próximo projeto, entre inúmeros outros nomes da música brasileira.

João Mar

Além de cantar e compor, você participa ativamente da produção, inclusive com seu próprio estúdio em Curitiba. Como esse envolvimento direto afeta o resultado das suas músicas?

Acredito que participar do processo como um todo, envolvendo composição e produção, traz novos significados para o resultado. Você se sente mais ligado com o trabalho, então, quando fica pronto, é uma emoção a mais. No caso de “Sacada”, por exemplo, eu e o produtor João Mendes, que também é meu amigo, vibramos a cada parte finalizada. Ver a recepção do público de algo que você participou por inteiro é uma das melhores sensações que existem.

Diante do “alto astral” que “Sacada” traz, o que você espera da reação do público? Alguma expectativa especial?

Essa música foi composta há 4 anos, então eu pensei em várias possibilidades de como o público poderia interagir com ela e acredito mesmo que o uso desse som pelos ouvintes pode resultar em várias surpresas. Para ser honesto, seria muito bacana ver as pessoas criando dancinhas e trends nas redes sociais. Tenho certeza de que essa interatividade super encaixaria com o propósito da música.

Considerando a fase de transformação que você vive, como essa jornada pessoal influenciou as mensagens positivas presentes nas suas novas músicas?

Eu tenho recebido muito apoio. Percebi que o carinho do público, por mais que tenha sido criado de acordo com o lançamento dos meus trabalhos, não é limitado aos meus sons. Eles criaram uma conexão comigo como artista e até, como pessoa. Tem sido incrível ver o carinho de todos e a motivação deles em acompanharem o meu processo de cura. Sempre que compartilho algo referente a minha trajetória pessoal, é certo que os ouvintes deixarão ainda mais evidente o suporte que eles têm a me oferecer e isso é impagável.

Você mencionou que “Sacada” é ideal para manhãs ensolaradas, viagens e momentos memoráveis. Existe algum momento específico em que você gostaria que as pessoas ouvissem essa música?

Penso muito em Sacada como uma música que eterniza encontros. Como reuniões de amigos que não se veem há muito tempo e decidem se reencontrar em um domingo de sol. E, claro que é impossível não mencionar um passeio na praia. Aposto que estar passeando na orla do litoral ouvindo “Sacada” deve ter um efeito incrível.

Além do lançamento de “Sacada”, quais são seus planos para os próximos meses em termos de música e projetos pessoais? Alguma surpresa preparada para os fãs?

A minha ideia para esse projeto que vem tomando forma é ser fiel a minha essência e trazer uma camada de quem é “João Mar” a cada lançamento. Creio que cada trabalho vai revelar algo que ainda era desconhecido, pelo menos por parte do público. Dois deles os ouvintes já puderam conhecer e se mostraram bem entusiasmados com o resultado. Posso adiantar que estes não foram os últimos do ano. Um outro lançamento está por vir e tenho certeza de que será tão especial quanto os outros. Se reinventar é uma das minhas habilidades (risos).

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