Dênis Negão estreia carreira solo com “O Sol”, single que conecta África e Amazônia

Luca Moreira
6 Min Read
Dênis Negão
Dênis Negão

O cantor e compositor Dênis Negão estreia oficialmente sua carreira solo em 16 de janeiro com o single “O Sol”, lançado pela Marã Música. A faixa chega como um manifesto de união, pertencimento e esperança, conectando África e Amazônia em uma sonoridade mais orgânica — com percussões e violões — e marcando um novo ciclo autoral do artista, agora mais íntimo e centrado em suas vivências.

 “O Sol” nasce como uma ponte entre África e Amazônia. Em que momento você percebeu que essa conexão precisava virar música — e qual lembrança pessoal mais te guia quando você canta isso?

Logo que iniciei essa letra já sabia que seria uma canção de união entre pessoas e colocar essa atmosfera da África com Amazônia são lugares muito importantes que me conecta de ondemeu antepassados vieram é onde estou hoje. Contar esta canção me leva longe na imaginação.

Você diz que esse trabalho solo te permite falar mais de você, das suas vivências. O que você estava guardando há anos (por não caber na Nitro) e que finalmente conseguiu dizer em “O Sol”?

Eu guardava experiências muito pessoais, falar na primeira pessoas e falar de você e nem sempre em uma banda isso é possível até porque você escreve pensando no coletivo, tenta colocar um pouco de cada em uma canção e no trabalho solo posso falar sobre minha religião, de onde eu venho, o que eu vivo e quero viver, sobre o que eu acho de política é bem pessoal.

A música carrega uma mensagem de união “independente da cor, religião e escolhas”. Teve algum episódio real — uma conversa, uma dor, uma cena do cotidiano — que te fez escrever esse chamado com tanta urgência?

Refletir sobre o nosso criador que fez tudo que somos e isso sem distinção de nada, só levando o amor, a esperança é que todos podem de uma forma ou de outra alcançar sua historia, o que encheríamos no dia a dia são irmãos passando por irmãos querendo poder a qualquer custo, sem união, sem respeito ao próximo, tudo pela ganancia deixando pelo caminho um rasto de maldade, isso tá em toda parte.

Sonoramente, você troca a força das guitarras por percussão e violão, num clima mais orgânico e espiritual. O que essa mudança provoca em você como intérprete? Você canta diferente quando a base “respira” desse jeito?

A gente entrega pra canção aquilo que sentimos que ela precisa, não diria nem que no álbum todo não teremos guitarra, vai ter música que sim ela estará lá, não como na Nitro como protagonista mas está lá porque a música pedirá, como teremos outro gêneros a parte percussiva com violões, teclado e outros assinaturas vão mostrar que esse trabalho se difere muito da minha banda a Nitro.

Você fala que “brigamos por tão pouco” e que estamos só “habitantes temporários” nessa nave chamada Terra. Qual foi a maior mudança de visão que a vida no Norte te trouxe sobre pertencimento, comunidade e respeito?

Não é nem sobre a vida norte é na vida no gera, precisamos respeitar tudo ao nosso redor, os lugares as pessoas, só de pensar que daqui a 100 anos quem nascer hoje não estará nessa terra, o que vamos deixar para próxima geração, hoje sofremos pelo que deixaram pra nós, olha o clima o desmatamento, as catástrofes no mundo. Não somos nada, apenas passageiros

Quando você mostrou “O Sol” pro Tullio Nunes e ele abraçou a ideia, parece que virou uma chave. O que, exatamente, você ouviu/viu naquele primeiro teste que te deu certeza: “agora é hora”?

Tava faltando só um empurrãozinho, minha esposa sempre me incentivou muito, alguns amigos na música, o Tullio tornou tudo mais rapido ele transforma as ideias e dá um gás que quando a gente vê já estamos aqui, colocando o projeto para mundo.

Você espera que a música chegue em quem “precisa de um som com uma mensagem”. Quem é essa pessoa na sua cabeça: alguém que você já foi, alguém que você ama, ou um desconhecido que você imagina?

A música é uma caixinha de surpresa a gente nunca sabe onde ela vai chegar, vou deixar ela seguir como uma onda no mar  e bater qualquer praia que dela precisar.

Esse single abre caminho para um álbum solo com 10 faixas em 2026. Que “mapa emocional” esse disco vai desenhar: ele começa em que lugar dentro de você e termina em qual tipo de luz?

Ele começa com esse espírito de união e forca , passa pela nostalgia da infância da figura paterna, da política sem responsabilidade e corrupta fechando com o Amor das pessoas.

Acompanhe Dênis Negão no Instagram

TAGGED:
Share this Article

Você não pode copiar conteúdo desta página