Day Mesquita fala sobre “How to be a Carioca”, novo projeto do Star Plus

Luca Moreira
18 Min Read
Day Mesquita (Foto: Adri Lima)

Day Mesquita, nascida no Paraná em 23 de setembro de 1985, desde cedo demonstrou interesse pela vida artística. Aos 14 anos fez um curso de jazz e aos 15 tornou-se bailarina profissional. Dois anos depois de formado no balé, deu os primeiros passos como ator com um curso profissionalizante intensivo na Escola de Teatro Nilton Travesso. No mesmo ano, filmou seu primeiro comercial de TV.

Em 2004, concluiu o curso na Escola de Teatro e Televisão do Incenna e atuou em duas peças dirigidas por Armando Filho, “Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu” e “Gota d’Água”, texto do escritor brasileiro Chic . Pontes Buarque e Paulo. No ano seguinte apresentou o programa “Teen Power” na Rede 21.

Sua estreia na novela foi no episódio “Dance, Dance, Dance” de 2007, da Rede Bandeirantes, como a antagonista Amanda. Dois anos depois, estrelou a novela “Vende-se um Véu de Noiva” no SBT como Eliana Vilela. Em 2009 também filmou a peça “Sorria” e uma oficina de atuação para televisão com Luiz Antônio Rocha Braapa.

Em 2011, participou da série “Morando Sozinho” no Multishow e participou do Grupo de Estudos – Grupo TAPA. No ano seguinte, Day, junto com outros seis atores, foi selecionado para estrelar o programa “Viagem Sem Fim” do Multishow, no qual fizeram um tour pela Califórnia em um trailer. No mesmo ano, realizou o musical “A Pequena Sereia”, dirigido por Paulo Ribeiro.

Em 2012, deu vida a sua primeira personagem na Globo na novela “Cheias de Charme”, onde interpretou a advogada Stella. Após esse trabalho, foi escolhida para interpretar Fernanda na novela “Além do Horizonte” da mesma emissora em 2013.

Em 2014, ela estava no palco e na TV. Uma ativista viveu na peça “Os Intolerantes” dirigida por Henrique Tavares. Na televisão, ela interpretou a personagem principal Diana na série “(Des)Encontros” no Canal Sony. Um ano depois, fez um workshop com o preparador de elenco Sérgio Penna e também integrou o elenco da novela “Os Dez Mandamentos”, da Record, no papel de Yunet. Em 2016, Day participou da série da HBO “O Negócios” como Flávia, além de fazer parte da novela “A Terra Prometida” como Ioná, sua segunda novela na rede.

Em 2018, a atriz estreou nos cinemas na primeira parte do longa “Nada a Perder – Contra Tudo, Por Todos” no papel de Ester Bezerra. No mesmo ano, protagonizou a novela “Jesus” como Maria Maddalena, personagem que rendeu diversas críticas positivas, tanto no Brasil quanto nos países onde a novela foi exibida.

A atriz, que voltou aos cinemas em 2019 na segunda parte do longa “Nada a Perder”, foi escalada para o papel principal em “Amor Sem Igual”, novela contemporânea da Record, onde apesar do término do contrato com a a locutora, ela a ajudou a aproveitar bastante seu trabalho. A transmissão de Day como a carismática Poderosa lhe rendeu uma legião de fãs em países como Canadá, França, Suíça, Angola e Portugal, e conquistou o Prêmio Contigo 2020 de “Melhor Atriz” em competição com Taís Araújo, Regina Casé, Glórie. Pires e Adriana Esteves.

Day, que vem participando de várias novelas nos últimos anos, gravou a minissérie “Tudo de Bom” em 2021, que será lançada em plataforma de streaming a ser definida, onde Simone Mantovani interpretará um dos personagens centrais. Entre os próximos lançamentos, a artista também tem “How To Be a Carioca”, nova série da Star Plus. Confira a entrevista!

Programado para seu próximo lançamento, a série “How to Be a Carioca”, é uma das próximas novidades do Star Plus e conta com você no elenco. Como tem sido o processo de produção e suas expectativas para que o produto chegue ao público?

A expectativa para a estreia da série é grande, não só pelo grande elenco, mas também por levar a assinatura do Carlos Saldanha (indicado ao Oscar com a animação “A Era do Gelo” e “Rio’) na direção, juntamente com Joana Mariani.
A série conta com histórias de personagens diferentes em cada episódio, e eu faço uma participação em um deles, interpretando uma mulher preconceituosa e conservadora.
Acho que vai ser uma produção que vai conquistar o público!

Outro projeto recente que também foi feita para streaming é a minissérie “Tudo de Bom”, onde viveu a personagem Simone Mantovani. Poderia falar um pouco mais sobre esse personagem e como chegou até ela?

Eu já tinha trabalhado algumas vezes com o diretor da série, o Ajax Camacho, e quando ele começou a escrever, me ligou convidando para fazer a personagem Simone Mantovani. Ela é uma ex-vedete que inicia a trama em busca do divórcio com Tony Mantovani, protagonista da série. Se trata de uma minissérie, gravamos por cerca de um mês e a história se passa em meados dos anos 80. Foi a primeira vez que fiz uma personagem dessa época, o que para mim foi bem interessante, pois nasci em 85 e tenho muitas memórias dos figurinos e acessórios que usavam. Ainda não temos definido o canal de streaming em que será exibido, mas espero dividir em breve com vocês!

Uma produção que com certeza a ajudou a se projetar como atriz foi a novela “Amor Sem Igual”, onde protagonizou interpretando a Poderosa, e que a fez ganhar reconhecimento internacional em países como Canadá, França, Suíça, Angola e Portugal, além do Prêmio Contigo 2020. O que representou esse projeto na sua carreira?

Essa personagem foi realmente muito especial para mim! Sempre que me lembro dela, vem logo um sorriso no rosto, pois vivi momentos incríveis nesse trabalho.
Mesmo com um ritmo de trabalho intenso pela grandeza da personagem, era muito leve pois a personagem mesmo sendo complexa e com suas cenas mais dramáticas, tinha também uma leveza e era muito divertida, adorava fazer as cenas dela, especialmente as de humor.

E para aumentar minha alegria e gratidão por essa personagem, ainda tiveram os prêmios e a estreia da novela em outros países. Sou muito grata por ter vivido a Poderosa e sempre terei lindas recordações desse trabalho.

Até o momento, os seus projetos para o cinema foram nos filmes de “Nada a Perder”, em 2018 e 2019, onde interpretou Ester Bezerra. Quais foram as principais mudanças que notou entre produzir para a televisão e o cinema? Pensa em voltar às telonas?

No cinema a gente consegue ter um tempo maior de preparo, além de ter a linha toda da história da personagem já desenhada e gravarmos menos cenas por dia, o que faz com que consigamos digerir, compreender e nos aprofundar mais nas cenas, na história e na personagem antes do “gravando”. Novela é quase sempre obra aberta, por isso, você não sabe por qual caminho ela vai seguir mais adiante.

Voltando a sétima arte, eu amei a experiência de fazer cinema e espero em breve voltar às telonas.

Day Mesquita (Foto: Adri Lima)

Sobre 2018, esse ano também teve a novela “Jesus”, onde assumiu o papel de Maria Madalena, que a rendeu diversas críticas positivas do público nacional e internacional. Representar um momento tão importante para a história religiosa do nosso mundo levanta uma responsabilidade a mais ao participar de um projeto desses? Como foi a sua processo criativo para a personagem de Maria?

Quando recebi o convite para viver Maria Madalena fiquei feliz demais, mas claro que bate também uma certa responsabilidade, sim. É uma personagem muito conhecida do público e isso traz um friozinho na barriga mas, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade por ser uma personagem maravilhosa e cheia de nuances. Ela foi uma das personagens mais desafiadoras que fiz. Eram cenas muito complexas, fortes e intensas.

O Edgard Miranda, nosso diretor, me passou algumas referências de filmes para assistir como “A Paixão de Cristo”, “Ben Hur”, “Maria Madalena”.  Li alguns livros também (Maria Madalena – Michael Haag e Maria Madalena – Lilia Sebatiani) para entender, descobrir e me aprofundar mais no universo, na época e na história das personagens. Depois o foco foi no texto, nas características e nuances que a personagem vinha mostrando a cada cena, em entender e viver a personagem dentro de mim. Outro filme que o Edgard me indicou foi “ O ritual”  com Anthony Hopkins, que levei como uma referência muito boa para Madalena. Hopkins, que é sempre genial, mostra também nesse filme a sutileza da sua interpretação, com um preenchimento interno incrível! E achamos que essa era uma boa medida para termos como base no desenvolvimento do nosso trabalho, já que a Madalena precisava de uma sutileza externa, e por dentro um borbulhar de sensações e emoções.

Fizemos uma preparação muito intensa antes de iniciarmos as gravações. A Fernanda Guimarães, nossa preparadora de elenco, me ajudou muito nessa fase e também no decorrer do trabalho, pois a Madalena tinha uma evolução e mudança bem grande no decorrer da trama . E o caminho foi trazendo mais consistência e entendimento sobre ela em mim. Foi uma personagem desafiadora e maravilhosa! 

No ano de 2016, foi a vez de participar da série “O Negócio” da HBO, como Flávia. Uma produção que traz átona o mundo do sexo, onde mulheres aplicam técnicas de marketing e administração de empresas no exercício da nova profissão. O que achou de atuar na produção e ainda por cima da abordagem que a série faz a profissão que ainda é considerada tabu por muitos?

A arte tem esse poder de trazer discussão, de ampliar visões acerca de assuntos que são importantes de serem abordados, e até de desconstruir tabus sobre realidades diferentes das nossas, e isso é super positivo! Eu fico muito feliz quando faço parte de trabalhos que me fazem crescer como pessoa, como profissional, mas que também possam gerar discussões e reflexões, além de humanizar diferentes realidades e “O Negócio“ foi um deles.

Em 2014, você esteve nos palcos e na televisão com “Os Intolerantes”, com direção de Henrique Tavares. Como foi a sua passagem pela produção? Sente saudades de estar nos palcos desde então?

Ah, eu tenho um carinho enorme por esse trabalho! Foi minha primeira vez nos palcos cariocas, fui convidada pela Carla Faour (autora da peça) juntamente com o Henrique Tavares (autor e diretor) e logo num teatro incrível como o CCBB e ainda com um texto, elenco e direção maravilhosos! Fiquei feliz demais em fazer parte desse projeto. Fazia tempo que não estava nos palcos e participar desse espetáculo com essa galera que respira arte foi especial demais! E só de falar e lembrar já sinto saudades de voltar aos palcos. O teatro me conecta num lugar especial dentro da arte que vive em mim. E eu amo todas as linguagens que a interpretação me permite explorar, mas o teatro é a base delas, e é bom demais estar nos palcos.

Misturando a experiência do turismo com o entretenimento, em 2011, você foi selecionado para o programa “Viagem Sem Fim” do Multishow, onde viajava pela Califórnia através de uma motorhome. Quais foram os melhores momentos que se recorda desse programa?

Essa viagem foi sensacional! Unir uma viagem , coisa que amo fazer, com trabalho foi incrível! Que experiência! A ideia era que 7 jovens atores conhecessem, explorassem e se divertissem em uma viagem que ia do sul ao norte da Califórnia. A gente viveu intensamente essa experiência. Foi um mês de viagem mas costumávamos falar que parecia 1 ano, pois tínhamos várias programações por dia! Saltei de paraquedas, de asa delta, surfei pela primeira vez, fizemos uma aula de interpretação com uma preparadora na Actors Studios, fomos aos parques da Universal, conhecemos Yosemite Park, conhecemos uma vinícola… nossa! E essas foram apenas algumas das coisas que fizemos por lá! Foi incrível! Realmente muito difícil escolher um só momento.

O elenco se conectou muito e esse foi um incentivo a mais para mim na minha decisão de vir morar no Rio de Janeiro, já que na época eu era a única que morava em SP. Foi um incentivo apenas mas acabou que a minha mudança para cá abriu portas para outros trabalhos, já que logo na sequência fiz a minha estreia na Rede Globo com a novela “Cheias de charme” e logo depois emendei a novela “ Além do Horizonte” também de lá.

Com tudo isso, “Viagem sem Fim” foi um trabalho que me trouxe muitas alegrias, não só pessoalmente, mas também profissionalmente! Permitiu que eu voltasse a explorar também um pouquinho do meu lado apresentadora, pois, ao final de cada dia, gravávamos pequenos relatos sobre a experiência que tivemos, falando também sobre os lugares que havíamos visitado. Meu primeiro trabalho na TV, antes de começar a fazer novelas, foi como apresentadora, no programa “Teen Power”, num canal fechado de São Paulo, em 2006. Depois disso acabei mergulhando nos meus trabalhos como atriz, e vez ou outra surgia algo pontual como apresentadora, é uma vertente minha menos conhecida do grande público mas que também amo, e volta e meia sinto saudades, seria ótimo explorar ainda mais esse lado comunicadora.

Day Mesquita (Foto: Adri Lima)

Desejo de experiência de muitos atores, você já iniciou sua carreira nas novelas com uma antagonista, a personagem Amanda de “Dance, Dance, Dance” na Rede Bandeirantes. Pode falar um pouco mais dessa personagem e como você faz uma comparação da sua evolução nesses últimos 16 anos de carreira?

Meu primeiro trabalho na televisão com uma personagem! Tenho um carinho muito especial por ela! O elenco contava com atores experientes, mas também alguns iniciando suas carreiras, então tínhamos uma turma muito boa com muita vontade de fazer um grande trabalho!

E assim foi!  Sou grata demais pela minha jornada ter começado assim, da forma como foi, ainda mais com uma antagonista. E sou grata também por todo o caminho que minha carreira vem seguindo. Sinto que as personagens que chegam me encontram sempre no momento perfeito para mim e para cada uma delas, para que a troca seja especial e potente. Eu amo meu trabalho, sou grata demais por todas as oportunidades que tive e estou ansiosa e animada pelos próximos que estão por vir.

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