Maternidade e Mercado: 265 mil mulheres pediram demissão após licença em cinco anos

Rodolfo Gomes
2 Min Read

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelam que 265 mil brasileiras deixaram seus postos formais voluntariamente após a chegada dos filhos. Diante desse cenário de exclusão, a estrategista digital Jana Toniazzo aponta caminhos para que a autonomia financeira das famílias não seja comprometida.

“A mulher que sempre foi ativa profissionalmente raramente deseja abrir mão da carreira ao se tornar mãe. No entanto, surge um dilema: a culpa por não acompanhar o crescimento dos filhos versus o peso de perder a independência financeira e passar a depender de terceiros”, analisa a especialista.

Como alternativa a esse impasse, o mercado de afiliados no e-commerce surge como uma solução viável. O modelo permite conciliar o acompanhamento do desenvolvimento infantil com a geração de receita própria, que, em muitos casos, supera os ganhos do emprego anterior.

Os números de março reforçam a urgência do tema: além das saídas voluntárias, cerca de 380 mil mulheres foram demitidas após o término da estabilidade entre 2020 e 2025, um recorde histórico.

“Essas estatísticas escancaram a desvalorização feminina no ambiente corporativo tradicional. Muitas vezes, o empreendedorismo não nasce apenas por vocação, mas por necessidade, diante de um mercado que ainda não sabe acolher a maternidade”, comenta Jana.

Especialista no setor, Toniazzo capacita mulheres para atuarem com vendas digitais, transformando o uso do smartphone em uma ferramenta de profissionalização.

“Hoje, não é mais obrigatório estar em um escritório para produzir. É possível construir uma estratégia de vendas e gerar faturamento sem investimento inicial. Para uma mãe, o cotidiano pode se tornar, inclusive, um poderoso ‘case’ real para conectar com outras consumidoras e vender de forma autêntica”, finaliza.

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