Dr. Ivan Rollemberg une ciência, arte e técnica ao criar método que valoriza a beleza natural e a identidade

Luca Moreira
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Dr. Ivan Rollemberg
Dr. Ivan Rollemberg

Criador de uma das técnicas mais reconhecidas de fios de sustentação de PDO, o dermatologista Dr. Ivan Rollemberg construiu sua trajetória unindo ciência, sensibilidade artística e um olhar humanizado sobre a estética. À frente da Human Clinic e herdeiro de uma tradição familiar de mais de 130 anos na medicina, o especialista defende uma abordagem que valoriza a individualidade e a longevidade dos resultados, longe de padrões artificiais. Nesta entrevista, ele fala sobre o conceito de beleza natural, o futuro da harmonização facial, o impacto da dermatologia estética na autoestima e o desafio de equilibrar o papel de médico, educador e comunicador em um cenário cada vez mais guiado por tendências.

O que despertou em você o interesse por unir ciência, arte e estética?

Desde cedo eu entendi que o rosto é mais do que anatomia  ele é linguagem. A ciência me deu base, a arte me deu sensibilidade e a estética virou o ponto de encontro entre técnica e identidade. Não foi uma decisão de carreira, foi um chamado natural de quem sempre enxergou a medicina como algo que precisa curar, respeitar e revelar o melhor lado das pessoas.

O que significa “beleza natural” na prática?

Beleza natural é quando o procedimento não aparece, mas a pessoa aparece mais. É respeitar anatomia, tempo e história, evitando exageros e modismos. Diferente da estética artificial, ela não padroniza rostos, ela preserva identidade e sustenta longevidade.

Como surgiu sua técnica de fios de sustentação e quais foram os desafios?

Ela surgiu da insatisfação com resultados previsíveis e pouco duráveis. O maior desafio foi romper padrões e sustentar uma visão técnica quando ainda era pouco compreendida. Hoje, o método é referência porque foi construído com base anatômica sólida e pensamento de longo prazo.

Como você enxerga o futuro da harmonização facial entre 2025 e 2030?

Vejo uma transição clara para estratégias faciais personalizadas, com menos volume e mais estrutura, bioestimulação e regeneração. A tecnologia vai avançar, mas o diferencial continuará sendo critério, planejamento e respeito à individualidade de cada rosto.

Como equilibrar o papel de médico e comunicador nas redes sociais?

Com verdade e responsabilidade. Eu uso a comunicação para educar e elevar o nível da conversa, não para prometer milagres. Quando o conteúdo é técnico, honesto e coerente, ele fortalece a ética em vez de ameaçá-la.

Qual o papel da dermatologia estética na saúde emocional?

Quando bem indicada, ela fortalece autoestima, presença e segurança, mas não substitui identidade nem resolve conflitos emocionais profundos. Procedimento é ferramenta de cuidado, não muleta emocional, e isso exige sensibilidade e responsabilidade do profissional.

Como você lida com o título de “médico das estrelas”?

Com serenidade e foco no essencial. Visibilidade aumenta responsabilidade, não vaidade. Trato todas as pessoas com o mesmo critério técnico, porque resultados coerentes e sustentáveis sempre importam mais do que expectativas irreais.

Quais são os próximos passos da Human Clinic?

Consolidar a marca, expandir com estratégia e investir fortemente em educação médica. O objetivo não é apenas crescer, mas formar profissionais com critério, consciência e visão de longo prazo, porque legado se constrói multiplicando excelência. E o nosso legado começou em 1886, na segunda turma de medicina do Brasil, eu sou a 5a geração de médicos da minha família, são mais de 130 anos de história na medicina. Eu não construo pensando apenas no agora, mas na continuidade de uma história que sempre tratou a medicina como missão. Crescer, para nós, é preservar princípios e garantir que excelência e ética atravessem gerações.

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