Corte Sênior do Carnaval é presença confirmada na edição 2026 do Baile dos Passistas

Rodolfo Gomes
3 Min Read

Aninha Malandro, Odimar Silva, Katia Ramos e Ivana Garcia representarão a Associação de Passistas Brasileiros, em busca de mais representatividade para os baluartes do samba

Uma das manifestações culturais mais democráticas e inclusivas do mundo, o carnaval celebra nesta sexta, 06 de fevereiro, o legado dos passistas, segmento que encanta a Avenida reunindo beleza, tradição e ancestralidade nos pés de sambistas que dedicam-se ao longo de todo o ano nas quadras de escolas de samba.

Essa trajetória, iniciada há décadas, será representada por Aninha Malandro e a corte Sênior do Carnaval, que marcará presença na VII edição do Baile dos Passistas, que acontece a partir das 17h no Terreirão do Samba, com entrada grátis.

“Tudo o que queremos é que as pessoas que pavimentaram o chão para que o carnaval se tornasse mundialmente conhecido, sejam respeitadas, visibilizadas, acima de tudo, valorizadas. Os integrantes da Corte Sênior não são figuras decorativas nem resquícios do passado. São baluartes, guardiões de saberes, pessoas que sustentaram o samba quando ele não era produto, espetáculo ou economia criativa — mas resistência, comunidade e sobrevivência”, diz Ana.

Filha de um dos maiores passistas da história do carnaval, o lendário Carlinhos Pandeiro de Ouro, Ana vive nos Estados Unidos, onde trabalha como psicóloga. Sua relação com a cultura do samba, é fruto de pesquisas científicas que resultaram na publicação de um livro, onde a profissional relata os métodos que aplica como terapia alternativa no tratamento de transtornos como depressão e síndrome do pânico.

Defensora e propagadora da arte do samba, Ana também é idealizadora do International Samba Congress, evento que reúne professores e artistas de diferentes países para uma verdadeira imersão na cultura e nos ritmos brasileiros. Em 2026, o Congresso, que está com inscrições abertas, acontecerá na cidade de Guadalajara, no México, tendo confirmado 28 profissionais brasileiros que comandarão os workshops, entre eles o de samba no pé.

“O samba não existe sem seus mais velhos. Um carnaval que afasta sua ancestralidade compromete não apenas sua história, mas sua legitimidade simbólica e, o que a Corte Sênior reivindica é apenas o respeito, a coerência institucional e o direito de ocupar o mesmo chão que ajudou a construir”, diz.

(Fotos: divulgação)

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