Carter Glade detalha a construção de Cam em “SUPERMASSIVE”, novo longa indie que retrata rivalidade entre irmãos e humor afiado

Luca Moreira
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Carter Glade
Carter Glade

O ator Carter Glade — conhecido por trabalhos como Freaky e pela participação em NCIS: Hawaii — mergulha em um registro mais íntimo e emocional em SUPERMASSIVE, longa que mistura drama familiar, tensão psicológica e humor. No filme, ele interpreta Cam, o irmão carismático que impulsiona a trama ao arrastar Wyeth (vivido por Mark McKenna) para uma viagem marcada por rivalidade, segredos e escolhas cada vez mais explosivas. Em entrevista, Glade fala sobre a construção do personagem, a química com McKenna dentro e fora do set, a experiência de trabalhar na estreia de Steve Utaski como diretor de longa-metragem e por que deseja explorar ainda mais a comédia roteirizada nos próximos projetos.

SUPERMASSIVE mistura drama familiar, tensão psicológica e humor. O que inicialmente te atraiu no roteiro e no personagem Cam?

O que inicialmente me atraiu em SUPERMASSIVE foi o humor e a forma como o Steve escreveu o roteiro… A dinâmica entre os personagens era absolutamente brilhante. Eu me conectei imediatamente com o Cam e senti que poderia dar vida a ele de um jeito sincero, sem deixar de honrar o humor costurado ao longo da história. O Cam é alguém que quer mais da vida e muitas vezes mascara suas escolhas com um humor profundamente enraizado nas próprias inseguranças. O aspecto de road trip também chamou muito a minha atenção, porque a história avança dia após dia, apresentando novos obstáculos e escolhas tanto para o Wyeth quanto para o Cam. Essa sensação de movimento e descoberta foi incrivelmente empolgante para mim como artista.

Cam é carismático, mas também funciona como catalisador de conflitos profundos. Como você trabalhou para equilibrar charme, rivalidade entre irmãos e intensidade emocional?

O papel do Cam como catalisador do conflito é movido pela insegurança que ele sente em relação ao sucesso do irmão mais velho, Wyeth… tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Essa insegurança muitas vezes aparece disfarçada de charme e humor, o que cria uma dinâmica muito especial e engraçada entre eles. Equilibrar charme, rivalidade e intensidade emocional foi, sim, desafiador em alguns momentos, mas o coração do Cam é puro. Eu sempre tentei partir dessa verdade em todas as situações. A sinceridade dele virou o ponto em comum por trás de todos os pensamentos e escolhas do personagem ao longo do filme.

Você divide grande parte do filme com Mark McKenna, interpretando irmãos com uma relação complicada. Como vocês construíram essa dinâmica dentro e fora do set?

Nós tivemos a sorte de construir uma amizade fora das câmeras cerca de uma semana antes das filmagens, enquanto estávamos em Spokane, o que foi muito especial. Como atores, nós dois valorizamos muito esse tempo… Ele nos deu espaço para ensaiar, explorar e fazer infinitas perguntas ao Steve. Entrar nas filmagens com muitas dessas questões já discutidas fez uma enorme diferença. Isso nos permitiu mergulhar na história com um senso maior de confiança e conexão, que se traduziu naturalmente diante das câmeras.

Sua carreira passa pelo terror (Freaky), pelo drama procedural (NCIS: Hawaii) e agora por um longa independente emocionalmente intenso. O que te empolga em transitar entre gêneros tão diferentes?

Eu acho que o sonho de ser ator é poder calçar muitos pares de sapatos diferentes… seja em uma novela, em um filme de estúdio com grande orçamento ou em um indie cheio de coração. Eu me sinto atraído por personagens diferentes de mim porque isso me obriga a encontrar nossas semelhanças e depois questionar por que eles enxergam o mundo do jeito que enxergam. Esse processo me fascina. Embora existam nuances e diferenças técnicas entre gêneros no cinema e na TV, ser fiel ao personagem e à sua curiosidade como artista é sempre o que mais importa. Esse é o trabalho… é aí que a imaginação vive.

Como ator bilíngue e com uma bagagem internacional, de que forma sua perspectiva cultural influencia suas atuações e suas escolhas de projetos?

Essa é uma ótima pergunta. É engraçado… haha, porque tanto eu quanto o Mark somos atores europeus (Irlanda e Alemanha) interpretando irmãos americanos. A cultura, com certeza, influencia a performance e as escolhas criativas, mas entender o ambiente de onde o seu personagem vem também é fundamental. Se ancorar naquele mundo… no ritmo, nos valores e no “paisagismo emocional” dele… tem um papel enorme para fazer o personagem soar autêntico, independentemente de onde você seja.

SUPERMASSIVE marca a estreia de Steve Utaski em longas-metragens. Como foi trabalhar com um diretor vindo do universo de comerciais e curtas?

Foi uma experiência incrível colaborar com o Steve. Ele é extremamente generoso com os atores… aberto às nossas escolhas, perguntas e experimentações dentro das cenas. De verdade, parecia um ambiente colaborativo, com todo mundo acreditando na história e querendo extrair o melhor uns dos outros. O Steve também dava notas cuidadosas e específicas, que realmente nos desafiavam a pensar mais fundo como atores, o que tornou o processo rico, gratificante e criativamente recompensador.

Olhando para o futuro, que tipos de papéis ou desafios criativos você mais quer explorar a seguir?

Comédia roteirizada é algo que eu quero explorar há muito tempo, especialmente por eu vir de um background de stand-up. Eu amo dramas, thrillers e terror, e gostei muito dos papéis que já fiz nesses gêneros… mas dar vida ao Cam foi leve, divertido e profundamente recompensador. Eu adoraria continuar explorando personagens que permitam essa mistura de humor e coração.

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