Seis meses após assumir o comando do programa Mulheres, na TV Gazeta, Camila Galetti revisita sua trajetória: dos primeiros passos ao lado de Mara Maravilha à consolidação como apresentadora de uma das atrações femininas mais tradicionais da TV brasileira
Com um gravador de fita K7 nas mãos, uma menina de sete anos inventava programas de rádio na sala de casa. Cantava, dançava, narrava como se fosse locutora e recriava no universo infantil o que via pela televisão. Esse encantamento a levou a participar do programa de Mara Maravilha, no SBT, onde começou no quadro “Maravilha por um Dia” e logo se tornou parte do elenco fixo de assistentes de palco. Ali, Camila Galetti viveu quatro anos intensos, entre ensaios de dança, coreografias, viagens e até uma temporada na Argentina, integrando o “El Show Mara Maravilla”, em Córdoba.
Curiosamente, sua entrada no mundo artístico não veio apenas do sonho com as câmeras. Camila era uma menina tímida, e os pais a incentivaram a fazer atividades que a ajudassem a se expressar melhor. “No palco, eu me transformava. Hoje, consigo lidar bem com isso, mas em alguns momentos específicos ainda lembro da menina reservada que eu fui”, diz.
A paixão pela comunicação cresceu junto com ela. Incentivada desde cedo, seguiu fazendo aulas e, já adolescente, percebeu que a TV seria seu caminho. “O microfone sempre esteve presente na minha vida. Eu queria me expressar, contar histórias, me conectar com as pessoas”, conta.
Determinada, Camila escolheu o jornalismo como profissão. Sua persistência e disciplina a levaram à TV Gazeta em 2011, contratada diretamente para apresentar o GazetaShopping. Depois, passou por reportagens e programas de variedades, até que em 2025 estreou no comando do tradicional Mulheres, um dos programas femininos mais longevos da televisão brasileira.
Agora, seis meses após a estreia, comemora uma fase de realização e consolidação profissional. “O Mulheres tem uma tradição enorme, atravessou gerações. É um privilégio dar continuidade a essa história e poder estar tão próxima do público”, afirma.
Camila hoje é o reflexo da menina que sonhava em frente à TV. Uma trajetória que combina o brilho da infância nos palcos, a disciplina dos estudos em jornalismo e a resiliência de quem buscou espaço em um meio altamente competitivo. “Eu nunca me esqueci daquela menina de sete anos. Ela ainda está aqui, feliz, toda vez que entro no estúdio”, resume.