Nascido em Queimados, no Rio de Janeiro, Felipe Torquato sempre gostou do meio artístico. Felipe, que é técnico em comunicações, começou como ator em 2016 fazendo curso de teatro, mas não terminou, pois morava longe e não tinha onde ficar. Em 2018, por um convite de sua prima, fez algumas pequenas participações em novelas como Segundo Sol e no programa Zorra Total, ambos na Globo. Em 2019 participou de Verão 90, Ilha de Ferro e Dona do Pedaço.
Em 2020, por conta da pandemia, acabou ficando desempregado e começou a trabalhar como motorista de aplicativo. No começo de 2021, quando as produções voltaram, fez uma pequena participação em Quanto Mais Vida Melhor, na Globo. Foi quando teve a oportunidade de ingressar em Gênesis, na Record, vivendo um soldado na família do faraó. Felipe se destacou tanto com o personagem que o que seria apenas uma participação acabou se tornando um personagem fixo na produção.
Bastante apreciador das artes cênicas, você passou de motorista de aplicativo para as telinhas de todo o Brasil com sua participação no elenco da nova “Gênesis”. Como aconteceu essa transição e o que essa mudança significou para sua vida?
Significado muito grande com esperança de abrir novas portas de trabalho.
Soubemos que desde adolescente você sempre gostou do teatro, chegando até a frequentar um curso nos seus 16 anos, porém, teve que sair por problemas que não viabilizam seus estudos. Você se lembra de como foi a primeira vez que entrou dentro de um estúdio? Como é aquele famoso “frio na barriga” antes do primeiro trabalho?
Nossa fiquei muito apreensivo, tímido e curioso para saber como era aquilo tudo por trás das câmeras, como os atores faziam como gravava toda aquela fala, como o diretor fazia. Nossa fiquei anestesiado.

O ano de 2018 foi um ano de grandes realizações em sua carreira, pois foi quando estreou na dramaturgia com a novela “Segundo Sol”, e logo foram surgindo vários projetos. Em toda sua carreira, qual você considera ter sido o personagem mais difícil que interpretou?
Esse soldado para mim foi o mais difícil, interpretar um soldado do Egito não foi nada fácil, exigiu muito!
Desde março do ano passado, o nosso mundo tem passado por uma situação bastante inesperada, que foi a chegada da pandemia da COVID-19. Ao mesmo tempo esse tempo chegou a prejudicar o andamento de diversos projetos cinematográficos e televisivos, ele também acabou abrindo precedentes para várias inovações nos formatos de entretenimento. Você sentiu que precisou se reinventar em algum conceito da sua profissão?
Como o mundo parou e não encontrei alternativa, tive que trabalhar como motorista de aplicativo e não tenho vergonha, espero que surjam novas oportunidades de trabalho.

O seu mais recente projeto, no qual você ainda está se aventurando, é a novela “Gênisis”, onde retrata um soldado da família do faraó. Se tratando de uma trama ambientada em uma época histórica da nossa evolução, esse personagem te cobrou bastante estudo sobre a história de antigamente?
Como eu nasci em um berço evangélico eu já conhecia a história de José, história linda de mais. Meus pais sempre falam da história de José.
A respeito de seu sonho de ingressar no meio artístico, após ter conseguido isso, quais foram as suas expectativas que acabaram sendo cumpridas, e quais as novidades que acabou descobrindo com o passar da experiência?
Cada dia ali vivido foi um sonho e com esse trabalho eu espero emplacar de vez. Falando da sobre experiência, cada dia que estamos no set aprendemos coisas novas.