Lançada no último dia 15 de julho, o mineiro Igor Vaz lança o single “Toda Bonita”. O cantor iniciou sua carreira em 2011 e faz parte do cenário de música pop de Minas Gerais.

O single fala sobre entender a verdadeira beleza de uma mulher. O cantor conta que com a boa repercussão do primeiro single “Tá tudo Bem”, ele acredita que o novo single também trará uma boa resposta do público. Igor Vaz começou em 2011 com a criação da banda “SOUL3”, grupo de Belo Horizonte composto por três amigos e com um trabalho autoral voltado para o pop. O cantor começou a gravar suas composições em 2019, em paralelo ao seu trabalho com a banda. Igor traz em suas músicas situações que ele ou alguma pessoa próxima já passou.

Este ano, o mineiro lançou “Tá Tudo Bem” em parceria com a cantora Paula Marques. O single soma mais de 90 mil streams nas plataformas digitais. Confira a entrevista!

Lançada no meio desse mês de junho, o single “Toda Bonita” fala sobre entender qual é a verdadeira beleza de uma mulher e mostrar que esse aspecto vai muito além da beleza física e do estereótipo. Quais experiências o motivaram a querer abordar tal assunto em uma de suas músicas? 

Escrevi essa música faz alguns anos. Então, acredito que na época eu tinha uma visão mais superficial das coisas, mas acho que faz parte da evolução do ser humano, passar a enxergar as coisas que realmente importam na vida. Quando viramos adultos, entendemos que o que era prioridade não passa de um mero detalhe. Então, acho que tem a ver com isso. Na época eu estava evoluindo, gostando de uma pessoa e quando percebi que não era só pela beleza física, me apaixonei mais ainda.

Mergulhando ainda mais nessa temática, essa questão da beleza apenas pela estética é algo que vem muitas vezes de filtros que temos ao rotular quem as pessoas são somente pelo que está por fora delas, sem conhecê-las a fundo e suas personalidades. Em sua opinião, porque as pessoas acabam pensando dessa forma? 

Eu acredito que a gente já vem condicionado a isso. Os estereótipos que são definidos como “beleza” são criados de acordo com padrões comerciais e tendências, que vão nos conduzindo à nossa formação como seres humanos. Também acredito que isso seja cíclico, de época, porque pode-se perceber nas pinturas antigas que o padrão era outro. Não que eu ache que a vaidade não seja importante, também admiro quem cuida de si mesmo, porém, na perspectiva de seguir fielmente esse padrão, acredito que seja algo imposto na sociedade, de fora pra dentro.

Igor Vaz (Foto: Dilson Ferreira)

Tendo iniciado sua carreira ainda em 2011 e fazendo parte do cenário pop de Minas Gerais, como aconteceram esses seus primeiros passos como artista profissional e como avalia a indústria musical mineira? 

A parte profissional veio naturalmente, não foi pensado. Sempre fui apaixonado pela música. Os meus primeiros presentes sempre foram ligados a isso. Ela sempre esteve presente em cada momento da minha vida. Mas, pensá-la como carreira, foi algo que nunca passou pela minha cabeça. Comecei a tocar com um amigo meu e isso se transformou muito rápido, porque, em questão de meses, estávamos tocando em várias casas de shows de Belo Horizonte. Em menos de um ano, estávamos saindo do estado e depois de um tempo, estávamos fora do país. As coisas foram acontecendo e nós nos deixamos levar, se profissionalizando junto a demanda que surgia.

A respeito do seu processo de composição, como geralmente costumam nascer as suas composições e quais são suas maiores inspirações? 

Composição é uma coisa muito louca, né? Em geral, minhas ideias vem de um gatilho como, no meu caso, uma paixão, decepção ou no caso de outra pessoa, algo que ela esteja passando. A maioria das composições as pessoas definem como algo “palpável” e já aconteceram pedidos de outras pessoas, para realizar uma composição que elas se identifiquem. Mas, quase sempre, são coisas do cotidiano que outra pessoa ou eu mesmo já passei.

Em relação ao seu primeiro single “Tá Tudo Bem” com esse novo lançamento, o que acreditar mais ter mudado em sua percepção musical e quais foram as experiências que “Toda Bonita” o trouxe?

Acho que tem uma diferença bem clara, especialmente por ser um feat. “Tá Tudo Bem” já foi pensada com a participação da Paula Marques. Como pensei nela desde o início, acredito que a música tenha muito da personalidade dela, misturada com a minha. Gosto de dizer que “Tá Tudo Bem” tem 50% de nós dois. Já em “Toda Bonita”, a música chega com a minha cara, uma pegada mais forte e as batidas eletrônicas, que são meu estilo. Então em “Toda Bonita”, acho que o público pode ver o Igor como artista, por inteiro.

Igor Vaz (Foto: Dilson Ferreira)

Infelizmente, já tem se tornado muito cotidiano nos depararmos com atitudes machistas nas casas e nos próprios ambientes públicos, e que em decorrência desses comportamentos, muitas mulheres acabam se sentindo com medo ou temem sofrer assédios diariamente. Como sua música nutriu a percepção de conseguir enxergar as mulheres não só pelas aparências, você também estende seu posicionamento para outras questões como o machismo e a sexualização sofrida pelas mulheres? 

A música tem a ver com as consequências das mulheres se sentirem fortes, porque realmente, ser mulher na nossa sociedade demanda muita força. Nós temos que ultrapassar muitas barreiras e além da violência, no contexto mercadológico. Isso vem de um passado tão distante e acho que poderíamos ter evoluído há muito mais tempo. Acho que a mulher precisa ser lembrada da força que tem, pra que cada vez ela se sinta disposta para enfrentar esses desafios. Nós vimos, infelizmente, na semana do lançamento de Toda Bonita aquele caso do anestesista. Não consigo imaginar algo mais baixo que isso e, mesmo que eu não queira falar sobre isso durante o lançamento pra não parecer inoportuno, as mulheres claramente vivem em um mundo muito mais difícil. Acho que o machismo é prejudicial à sociedade como um todo.

Logo no começo de sua jornada como música, você participou da criação da banda “SOUL3” como um projeto pop, e oito anos depois começou a gravar suas próprias composições de forma paralela. O que fez e qual foi o momento em que decidiu se dedicar a iniciar uma carreira solo? Guarda lembranças da época no grupo? 

SOUL3 é meu aprendizado de tudo. Tenho um carinho gigante pelos meninos. Temos 11 anos de estrada e convivemos há muitos anos, em alguns momentos, mais que nossa família e, querendo ou não, isso fica guardado na nossa trajetória. Lembramos de vários episódios em viagens e coisas legais que vivemos. Porém, acho que todo artista tem um momento que procura experimentar coisas novas e essa experiência que eu procurava não se encaixava dentro do contexto do SOUL3. Então, me vendo cheio de composições e ideias individuais de sonoridade que não cabiam na banda, tive vontade de fazer como uma realização pessoal. Logo de cara, tudo tomou uma proporção bem maior do que eu esperava e estou super feliz com os resultados que estou alcançando com a minha carreira solo. A carreira solo é uma conquista, porque é muito bom traduzir o seu próprio sentimento e ter o reconhecimento do público. De qualquer forma, o SOUL3 é minha história.

Outro lançamento que ocorreu nesse ano de 2022 foi a música “Tá Tudo Bem” em parceria com a cantora Paula Marques e que já soma mais de 90 mil streams nas plataformas digitais. Como se deu essa parceria entre vocês e o que mais se identificou com o estilo de Paula? 

“Tá Tudo Bem” já está com 130 mil plays e crescendo cada vez mais. É uma felicidade imensa que a primeira música de trabalho já tenha conquistado o público. Isso me incentiva a continuar. Em relação a Paula Marques, unimos as vontades e foi super legal. Ela chegou no estúdio prontíssima e conseguimos traduzir muito de sua personalidade, que é uma pessoa meiga, leve, com um alto astral. A música “Tá Tudo Bem” tem tudo a ver com isso, felicidade e sorrisos. Acho que a Paula vai dar uma ótima continuidade na carreira, trazendo muita alegria para o público e eu, sem dúvidas, pretendo fazer mais parcerias com ela.

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