Com uma carreira construída entre o teatro, o improviso e a televisão, Aaron Stall se destaca pela versatilidade e pelo carisma em cena. Do sucesso inesperado no Good Morning America como o motorista mais estiloso de Los Angeles às participações em produções como Victorious e campanhas nacionais, o ator norte-americano reflete sobre sua trajetória, o poder da comédia, a importância do improviso e o desejo de criar projetos que levem alegria, especialmente ao público mais jovem.
Sua formação em teatro e improvisação parece ser central na sua carreira. Como essa base moldou a forma como você constrói seus personagens?
Eu encaro o desenvolvimento de personagens com um equilíbrio entre investigação profunda e espontaneidade leve. No teatro, aprendi a disciplina de encontrar significado em cada palavra, silêncio e indicação de cena, além de descobrir o que meu personagem pensa dos outros e o que os outros pensam dele. Ao mesmo tempo, uso o improviso para me manter presente e aberto a epifanias que surgem em tempo real. Não basta apenas seguir o texto; é preciso usar estratégias para conseguir o que você quer dos outros personagens. Ao me manter receptivo ao que meu parceiro de cena oferece no momento, a atuação permanece ancorada, inteligente e, acima de tudo, interessante.
Você ganhou grande visibilidade após aparecer no Good Morning America como o motorista de Uber e Lyft mais estiloso de Los Angeles. Como esse momento inesperado impactou sua trajetória artística?
Foi um momento maluco que definitivamente aumentou minha visibilidade! Isso deu aos diretores de elenco e produtores um gancho divertido e positivo para associar ao meu nome. Em uma indústria construída em torno de histórias, ter uma “história” como essa ajudou a abrir portas. Gostei de usar esse impulso para engatar conversas sobre meus projetos artísticos mais sérios.
Trabalhar em projetos tão diferentes — de Victorious a campanhas publicitárias nacionais — exige versatilidade. O que te atrai nesses espaços criativos tão variados?
Sou genuinamente atraído pela fase de descoberta de um novo papel. Seja em uma sitcom como Victorious ou em um comercial nacional, a recompensa central é a mesma: entregar falas que soem autênticas para aquele ser humano específico. Para mim, atuar é como um músculo; estar aberto a diferentes gêneros e formatos mantém esse músculo afiado. Tenho muita sorte de estar em uma posição em que posso brincar em tantos “parquinhos criativos” diferentes.
A comédia e o improviso são elementos-chave do seu trabalho. O que o humor permite expressar que outros gêneros talvez não permitam?
A comédia é coletiva. Embora o drama seja poderoso, o humor permite um tipo específico de “brincadeira” que faz a gente se sentir criança novamente. Eu amo o absurdo e o melodramático — aquele tipo de humor que faz as pessoas esquecerem o mundo real por um instante. Fazer o público rir é viciante e pode até ser curativo. Para mim, seja em uma cena roteirizada ou em um momento colaborativo de improviso, tudo gira em torno desse instante compartilhado de alegria.

Você já se apresentou no icônico Magic Castle, um espaço cercado de criatividade e mistério. Como foi essa experiência e de que forma ela te influenciou como artista?
Passei anos como mestre de cerimônias no Magic Castle, o que foi uma verdadeira aula magna sobre performance. Embora eu tenha feito alguns truques, meu trabalho principal era apresentar as regras do clube de forma divertida, aquecer o público e preparar uma recepção calorosa para os mágicos em sua grande entrada, mantendo a energia alta cerca de dez vezes por noite. Isso me ensinou que um grande espetáculo não se resume apenas à habilidade técnica ou ao “truque”: envolve roteiro, música e a confiança do artista. É um enorme elogio quando os mágicos me perguntam, em tom de brincadeira, quando será meu próximo número de mágica — isso significa que o treinamento teatral realmente está funcionando!
Fora da atuação, você se envolve ativamente com causas ambientais e de proteção animal. Como esse compromisso influencia suas escolhas profissionais?
Essa é uma jornada profundamente pessoal para mim. Embora isso não tenha mudado minhas escolhas profissionais da noite para o dia, certamente influencia a forma como me comporto no set. Tento manter uma alimentação vegetariana e agir com mais consciência. Admiro muito alguém como James Cromwell, que encontrou um profundo respeito pelos animais por meio do seu trabalho. Sei que vivemos em um mundo em que escolher compaixão em vez de conveniência nem sempre é fácil ou barato, então me concentro em fazer a minha parte para reduzir o sofrimento dentro da minha própria vida e do que está ao meu alcance.
Olhando para o futuro, que tipos de projetos ou desafios artísticos mais te empolgam para os próximos anos?
Estou extremamente empolgado para fazer mais trabalhos envolvendo crianças! Além da atuação tradicional, passo muito tempo interpretando super-heróis em eventos infantis, promovendo “treinamentos de heróis” e brincadeiras. Existe uma alegria incomparável em provocar o riso de uma criança. Qualquer projeto que me permita levar esse tipo de júbilo, leveza, bobagem e encanto para o público — especialmente para o público jovem — é algo que eu abraço imediatamente.
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