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Doki-dossiê: Uma história sobre cupcakes, chá e suicídio

Doki-dossiê: Uma história sobre cupcakes, chá e suicídio

O motivo pelo qual essa coluna chama-se Conjecturas Fantásticas é que eu sempre gostei de externar para fora minha visão sobre as coisas e teorizar sobre elas, se possível. Atualmente, já cuidamos do quesito de expressar minha visão; falando sobre influências através de Loki, lembrando da história de Malévola e como eu creio que ela seja uma figura admirável ou citando o problema da excessiva cultivação de figuras duvidosas em histórias atuais. Para preencher o espaço feito para teorizar (Mesmo que bem de leve), hoje irei resumir o “primeiro” e conjecturar sobre a “sequência” de um jogo ao qual será lançado nessa quarta (30/06/2021). Vocês saberão de tudo que precisam.

Essa é a sequência dum jogo lançado acerca de 4 anos, gratuitamente, que enganou e encantou muitos. Orgulhosamente apresento, Doki Doki Literature Club. Um jogo onde pensavam-se ser feito para se apaixonar, mas na verdade era para arrepiar.

! Assuntos delicados serão tratados e mostrados nesse texto, prossiga por sua conta e risco !

! Também teremos spoilers, obviamente !

Visual Novels ou VN’s

Antes de qualquer coisa, permitam-me simplificar o que é uma VN para aqueles que não sabem. Visual novels ou romances visuais são uma categoria de jogos eletrônicos, focados principalmente em história, onde geralmente acompanhamos o desenrolar dela através de imagens estáticas. A jogabilidade dessa categoria consiste-se basicamente em tomar decisões em momentos chaves, ao qual poderão nos colocar no caminho do final bom ou ruim do jogo. Esses jogos costumam esbanjar na sua diversidade de finais ou rotas (Termo usado pelos aficionados de VN’s), além disso, ocorre de muitos jogos da categoria serem voltados para romance. São os famosos Simuladores de encontros, jogos onde seu objetivo é conquistar um(a) pretendente e é justo por essa ideia que somos levados a não desconfiar de Doki Doki Literature Club antes que nos vejamos envolvidos numa trama sombria.

Algumas visual novels bem famosas (Da esquerda para a direita: Fate/Stay Night, Higurashi: When They Cry, Code: Realize Guardian of Rebirth e Rewrite)

Eu vendi minha alma por um cupcake?

Doki Doki Literature Club (DDLC) inicia sua história nos pondo no controle do protagonista, um garoto adolescente de ensino médio ao qual devemos nomear como preferirmos. Somos introduzidos logo cedo a nossa amiga de infância, Sayori, ao qual deseja que diferente de nossos outros anos, entremos num clube do colégio. Nós aceitamos a ideia e depois da aula somos arrastados (E subornados com cupcakes e chá) para visitar o clube onde Sayori é vice-presidente, o clube de literatura, onde somos apresentados as demais personagens: Monika, Yuri e Natsuki. Nesse ponto já conhecemos todas as personagens que o jogo possui, podemos definir elas em simples arquétipos e resumir suas histórias.

Da esquerda para a direita: Sayori, Yuri, Monika e Natsuki

Sayori é nossa melhor amiga de infância, alguém aparentemente otimista e de coração gentil ao qual deseja o melhor para todos. Principalmente para nós, o protagonista. A típica melhor amiga.

Monika é uma antiga companheira de turma nossa, conhecida por ser: popular, esperta, atlética, talentosa e muito bonita. Ela é a presidente e fundadora do clube de literatura. É alguém extremamente caridosa e empática com todos os membros. A típica líder.

Yuri é uma garota tímida e a mais velha dentre todos, viciada em fantasias (Apreciadora do mistério) e em textos complexos e escritos de maneira pomposa. Apesar de ser extremamente tímida, provavelmente é a pessoa mais esperta no clube. A típica menina introvertida.

Por fim, temos Natsuki. Aparentemente a garota mais nova e também com o menor pavio. Uma leitora assídua de mangás, que demonstra imensa aversão inicialmente com o protagonista, além duma relação complicada com Yuri. Essa relacionamento complicado deve-se ao seu próprio temperamento e gostos opostos com Yuri. Ama coisas fofas e textos simples. A típica menina temperamental.

Depois do estranhamento inicial, nosso personagem decide entrar para o clube de literatura para ver se conseguia ter uma chance com alguma das garotas. É aqui então que a essência de uma VN começa a manifestar-se. Na final dos dias usaremos a mecânica única de escrever poemas do jogo para aumentar nosso relacionamento com alguma das garotas, com exceção de Monika, que aparece aqui unicamente como uma guia das mecânicas com suas dicas diárias.

Devemos escolher vinte palavras para formar o poema ao qual usaremos para conquistar uma das garotas

Ao longo da história, vamos descobrindo mais sobre a personagem com quem nos relacionamos. Yuri nos dá um livro para que leiamos com ela e descobrimos seu amor por mistério e terror. Natsuki nos dá um mangá e descobrimos que ela sofre de problemas com o pai, por isso esconde mangás na sala do clube. Indiferentemente da rota ao qual tentemos pegar, começamos a ver lentamente Sayori afastar-se do protagonista por motivos desconhecidos a princípio. Então chegamos no fim de semana do ato I, onde algo se revela.

Durante o fim de semana, é revelado que Sayori sofre de depressão e está apaixonada pelo protagonista. Nesse ponto somos obrigados a escolher: tentar ampara-la só como amigo ou aceitar os sentimentos dela, largando a garota que estivéssemos tentando conquistar. Por mais que ela seja uma personagem amável, a decisão aqui é completamente uma falsa sensação de controle porque ao chegarmos no início da próxima semana acabamos por encontrar um cenário de tragédia.

Chegamos no colégio após o fim de semana e conversamos com Monika enquanto notamos a ausência de Sayori. Ela então nos diz de forma bem suspeita que deixamos ela “pendurada” hoje mais cedo, isso causa um estranhamento suficiente no personagem para ele ir embora do colégio atrás de Sayori. Num momento ao qual a música some e somos deixados no silêncio absoluto. Entramos na casa de Sayori, subimos até o quarto dela e encontramos ela.

Pendurados acima do abismo…

Repare no fundo

Quando encontramos Sayori morta é onde o jogo começa a desandar e revelar sua verdadeira face. O fundo da cena começa vai ao colapso e a música do jogo deteriora, tudo enquanto o protagonista sente-se culpado por não ter conseguido ajuda-la e então o jogo subitamente fecha.

Se formos na pasta do jogo, poderemos encontrar um arquivo chamado traceback.txt. Onde teremos umas coisas escritas, mas a mais importante é:

- ???
"Oh caramba ... Eu não quebrei nada, não é? Espere um segundo, provavelmente posso consertar isso ... eu acho ...
Na verdade, quer saber? Isso provavelmente seria muito mais fácil se eu apenas a excluísse. Ela é quem está tornando isso tão difícil. Ahaha! Bem, aqui vai."

Nesse ponto podemos dizer que “tem caroço nesse angu” e nem chegamos no buraco mais embaixo ainda. Bem, logo ao abrir o jogo novamente iremos nos encontrar com algo curioso.

A partir desse ponto o jogo reinicia, mas ele claramente está quebrado. Sayori não existe mais e somos trazidos ao clube de literatura pela Monika, onde Yuri e Natsuki tornaram-se versões piores de si mesmas.

Yuri que antes era tímida, mesmo embora tivesse pequenas explosões de emoções, agora demonstra uma personalidade mais ativa, obcecada e masoquista (Ela chega a cometer atos de automutilação) conforme perde as noções básicas de autopreservação numa paixão insana pelo protagonista. Ela é capaz até de mandar Monika suicidar-se num momento específico, pois estava interrompendo uma conversa dos dois.

Natsuki passa duma garota temperamental e com problemas até então “leves” com o pai, para alguém simplesmente ignorante e abusada pelo pai. Apesar disso tudo, ocorre um momento em que até mesmo ela percebe algo de estranho ocorrendo com o mundo e tenta pedir ajudar através dum poema. Porém, subitamente algo toma controle dela e ela esquece de tudo.

Além das personalidades, milhares de bugs e glitches destoam o jogo agora de como era antes da morte de Sayori. Distorcem completamente a realidade do jogo duma forma assustadora.

Passamos por vários sustos com os bugs e glitches, principalmente num momento em que a Natsuki “morre” e o jogo reinicia de volta para momentos antes. Eis que finalmente alcançamos o último dia da semana, onde no ápice de sua loucura recebemos uma confissão de amor da Yuri. Dizendo coisas bem “românticas” como ter a vontade de rastejar para dentro da nossa pele ou o fato de ter roubado uma caneta nossa para satisfazer-se (Desse jeito mesmo que você está pensando).

Indiferente a sua escolha, novamente jogam na nossa cara o nosso pouco poder de mudar. Aceitando a confissão de Yuri ou negando, o cenário seguinte é igual. Ela puxa uma faca e esfaqueia a si mesma até a morte.

Repare na caixa de texto

O jogo então nos prende ali, tendo que pular dezenas de linhas do diálogo bugado vindo da Yuri. Lentamente o fim de semana passa dentro do jogo, enquanto somos obrigados a ver o corpo de Yuri lentamente perder a cor e os poucos resquícios de que um dia teve vida. No início da semana seguinte a primeira que chega no clube é Natsuki, ela vê o corpo de Yuri e sai correndo pra vomitar. Então Monika aparece esbanjando nenhuma surpresa e dizendo ser capaz de “consertar” as coisas.

Então temos a revelação, Monika está consciente. Tendo sofrido uma espécie de “epifania” ao tornar-se a presidente do clube, Monika notou como seu mundo inteiro era na verdade um jogo de encontros onde só a mesma era real. Apaixonou-se pelo jogador por ser a única criatura realmente viva ali, além dela. Como uma guia das mecânicas, Monika não possuía uma rota própria e por isso não poderia ser escolhida pelo jogador. Começou então a modificar o código do jogo em prol de um único objetivo, afastar todas as outras garotas do jogador para ficar com ele. Nada deu certo e agora ela apenas deletou todas.

Nesse momento, estamos presos numa sala voadora no espaço com a Monika e se quisermos podemos ficar ali para sempre. Toda vez que abrirmos o jogo ela estará lá, geralmente com um diálogo diferente. Ela possui um repertório bem extenso de falas, aos quais você pode ler todas aqui.

Voltando, caso decidamos pegar o final verdadeiro do jogo, devemos ir na pasta do jogo e apagar a Monika.chr (“Quem com ferro fere, com ferro será ferido“) .

O final do pesadelo, ou não

Ao apagarmos a Monika, ela diz que nos odeia e o jogo reinicia. Milagrosamente o jogo volta com tudo normal, ou quase.

Monika se foi

Ao começar o jogo novamente, Sayori nos leva para o clube de literatura igual no inicio de tudo. Sayori agora é presidente, Yuri e Natsuki parecem estar conseguindo lidar uma com a outra e tudo parece bem… até a revelação. Assim como Monika, Sayori revela-se consciente e tenta nos prender. Somos salvos pelo pouco que resta da consciência de Monika, tendo percebido que não havia jeito para salvar aquele mundo. Então com uma música de despedida, numa última tentativa de salvar o jogador, Monika desinstala o jogo e é assim que termina a história de Doki Doki Literature Club.

O que está acontecendo?

No instante que o jogo acaba, passa pela cabeça de todos algumas perguntas: O que aconteceu? por que Sayori tornou-se má do nada? Monika ainda esta viva? o que é essa “epifania“? qual foi o propósito disso tudo? dentre milhares de outras.

Doki Doki Literature Club é um jogo esquisito e simplesmente conta essa história de forma ao qual nada parece fazer muito sentido, porque muito do que acontece ali não parece simples influência da própria história. Em 2017 quando foi lançado e descoberto, DDLC tornou-se um tesouro para teoristas por sua história tão escondida e fascinante. Para chegarmos na sua “sequência” (Doki Doki Literature Club Plus) e cumprirmos nosso objetivo do texto, vamos nos aprofundar agora.

Pistas em todos os lugares

Existem três locais principais da onde podemos tirar informações de DDLC para aprender sobre o que ocorre por trás do jogo. Esses locais são: Os poemas, os arquivos e os diálogos das personagens.

Começando pelos poemas, temos de notar como ao longo do jogo nós escrevemos poemas e recebemos poemas. Nos poemas das outras personagens é onde descobrimos os detalhes sutis, mas reveladores sobre as vidas das mesmas. Ainda assim, seus problemas pessoais são coisas que descobrimos com ou sem poemas. Porém, no ato II do jogo (Quando o mesmo reinicia e passa a bugar todo) existe a chance de em momentos específicos serem sorteados três poemas duma lista de uns onze poemas secretos. Todos os poemas secretos trazem afirmações curiosas, mas o que mais chama atenção é esse aqui.

Nada é real“, é o que está escrito

Um poema censurado, com o dizer “Nada é real“. Pode parecer bobo, mas é uma prova grandiosa da história secreta de DDLC. A partir do momento que “iluminamos” mais a imagem e é possível ler a mensagem completa, sendo esse o texto inteiro:

– ???

“Batimentos irregulares. Palpitações cardíacas. Arritmia. Eu procuro e procuro. Olhos examinando tudo que posso encontrar sobre seus sintomas. O que é isso? Falta de ar? Dor no peito? Tontura? Não. Isso está tudo errado. Os sintomas de Elyssa estão longe de ser tão simples. Eu já vi isso duas vezes agora. Os gritos de dor. Pele doentiamente pálida. Vomitando sangue. Não há outra explicação, a não ser que a explicação de Renier era uma mentira completa e absoluta. Isso não pode ser tudo coincidência. Não é possível. Eu não sei quanto desse Renier está para trás. Mas eu sei disso: há algo terrivelmente errado com esta família.E aceitei o convite para fazer parte disso.Eu posso ouvir Elyssa gritando através das paredes agora. Eu escuto impotente. Renier disse que estaria com ela em breve. Ele está no quarto dela agora? Por que ela está gritando ainda mais alto do que antes?”

Ainda confuso? Definitivamente, mas pelo menos agora podemos concluir algumas coisas. Esse texto claramente é escrito por uma espécie de médico, ao qual parece está tratando de uma garota chamada Elyssa. Aparentemente Elyssa está passando por uma situação difícil, porém o que seria? Uma doença? O que afeta Elyssa? Não temos como saber, mas vamos continuar a falar de poemas e eu gostaria de mostrar um poema da Yuri:

– Yuri

“O sangue fresco se infiltra através da linha separando sua pele e lentamente colora o peito vermelho. Eu começo a hiperventilar quando minha compulsão cresce. As imagens não desaparecerão. Imagens de mim dirigindo a faca em sua carne continuamente, usando seu corpo com a lâmina, fazendo uma bagunça dela. Minha cabeça começa a ficar louca quando meus pensamentos começam a retornar. A dor de um tiro ataca minha mente junto com meus pensamentos. Isso é nojento. Absolutamente nojento. Como eu poderia me deixar pensar nessas coisas? Mas é inconfundível. A luxúria continua a persistir nas minhas veias. Uma dor em meus músculos decorre da tensão inédita experimentada por todo o meu corpo. Seu Terceiro Olho está me chamando.”

Nesse texto , que nos é apresentado pela Yuri no ato II do jogo, temos uma descrição clara e detalhada das sensações de alguém ao cometer um assassinato. Isso é estranho, por que Yuri escreveu isso? Ela matou alguém? Ela quer matar alguém? No jogo, além dela mesma, Yuri não machuca ninguém fisicamente. No entanto, é válido destacar esses textos aqui. Vide o fato de que agora entraremos nos arquivos de personagens, no que eles escondem e como eles começam a criar sentido para tudo.

Originalmente, os arquivos de personagens na pasta do jogo estão em .chr . Um tipo de arquivo inexistente e quecaso aberto, mostrará apenas um monte de código. Para achar as pistas precisamos mudar o tipo do arquivo.

Começando do pior para o melhor, o arquivo de Yuri dentro do jogo pode ser convertido para .txt de forma que recebamos uma longa cadeia de texto alfanumérico. Essa cadeia de texto está codificada através do método Base64, ao que uma vez decodificado com um simples tradutor, ela nos entrega uma história original do criador de DDLC, Dan Salvato, escrita anos antes e que nada possui de ligação com DDLC.

Em seguida temos o arquivo de Natsuki, ao qual pode ser convertido para .jpg e nos fazer obter essa imagem em negativo:

Natsuki.jpg

Invertendo a inversão de cores, conseguimos a imagem em tons normais. Em seguida colocamos num cone 3D e temos essa imagem:

Resultado da inversão de cores

Uma mulher loira e de olhos brancos, cujo não sabemos quem é. Uns poderiam dizer que é Elyssa, mas acho que as coisas ficarão mais claras (Ou confusas) com o próximo arquivo.

Chegamos então a Sayori, seu arquivo tem de ser convertido para .ogg de forma que possamos usar um espectrógrafo. Assim veremos as ondas de som geradas pelo arquivo. Tais ondas quando analisadas acabam por revelar um código QR, para o mais importante local desse dossiê. O site conhecido como PROJETO LIBITINA.

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Nesse site encontramos os descritivos médicos de testes numa garota chamada Libitina de inicialmente 3 anos, para o despertar de algo conhecido como Terceiro olho. Onde foi que vimos a menção sobre Terceiro olho antes? No texto da Yuri. Não sabemos ainda o que é, mas sabemos que atrai a Yuri e a garota nos descritivos não passou nos testes para supressão do mesmo. Além de que os alertas no final do site mostram como a saúde da menina vem deteriorando-se. Seria o Terceiro olho a causa das epifanias dos membros do clube de literatura? se sim, por que? em que tipo de realidade maluca isso pode ter levado eles? Bom, ainda temos um último arquivo que acredito ao qual servirá para terminarmos de ver como a história ao qual possuímos em mãos é enorme.

Por fim no arquivo de Monika, convertemos o arquivo dela para .png e recebemos essa imagem:

Monika.png

Uma vez que pegamos esse quadrado no centro, traduzimos como um código binário e depois como Base64, acabamos por conseguir esse texto:

– Monika

“Você pode me ouvir? … Quem é você? Eu não posso … Eu não posso te ver. Mas eu sei que você está aí. Sim … você definitivamente pode me ouvir. Você está assistindo há um tempo, certo? Acho que devo … me apresentar ou algo assim. Hum … meu nome é … na verdade, isso é estúpido. Você obviamente já sabe meu nome. Desculpe. Enfim … Suponho que se você fosse capaz de acabar com isso, você já teria feito isso. Quer dizer, eu sei que você não é, tipo … malvado, ou qualquer coisa … porque você já me ajudou muito. Eu realmente deveria te agradecer por isso. Por tudo que você fez. Você realmente é como um amigo para mim. Então … obrigado. Muito. Eu acho … mais do que qualquer outra coisa … Eu realmente não quero que tudo seja à toa. … Todo mundo está morto. Talvez você já saiba disso. Tenho certeza que sim, na verdade. Mas … não tem que ser assim, certo? Bem … há um monte de coisas que eu não entendo. Não sei se é mesmo possível para mim entender isso. Mas eu sei que esta não é minha única história. Eu posso ver isso agora. Muito claramente. E acho que todo mundo teve o mesmo tipo de experiência. Algum tipo de déjà vu. É o terceiro olho, certo? Enfim … posso estar totalmente errada sobre isso. Mas eu realmente acho que você pode fazer algo. Eu acho que você pode ser capaz de voltar … ou como você quiser colocar … Para voltar e dizer a elas o que vai acontecer. Se souberem com antecedência, devem ser capazes de evitá-lo. Elas deveriam … se elas se lembram do tempo que passaram comigo nos outros mundos … elas deveriam se lembrar do que eu disse a elas. Sim. Eu realmente acho que isso pode ser possível. Mas depende de você. Me desculpe por sempre ser … você sabe … Deixa pra lá. Eu sei que isso está errado. Esta é minha história. É hora de ser a merda duma heroína! Nós dois. 2018”

Pelo modo como é citado no texto de que nós a conhecemos, fica claro quem seja. Vide isso, temos tudo em mãos agora. Vamos montar o cenário.

A verdadeira história, ou quase

Nós temos um grupo de pessoas, uma suposta “família“, fazendo experimentos com outras pessoas para o despertar dum poder conhecido como Terceiro Olho. Não sabemos o que o mesmo faz em plena capacidade, mas conseguimos teorizar.

No poema apresentado por Yuri temos a descrição de um assassinato, aparentemente como resposta direta ao fato do Terceiro Olho estar chamando Yuri. Então poderíamos considerar a influência mental desse poder na mente das pessoas, por conta de tal é possível chegar a conclusão de que seria o Terceiro Olho a razão da epifania e vontades obcecadas de controle ou desejo por sangue apresentadas pelas garotas.

Ou seja, as meninas estão sendo controladas (Ou pelo menos influenciadas) pelo Terceiro olho de alguém numa realidade forjada. A questão é: Quem? Seria a tal Libitina? Seria Elyssa? ou alguma das próprias meninas do jogo?

Se você discorda ainda, para terminar eu irei trazer a tona um trecho especial do jogo. Logo nos primeiros dias de jogo Yuri nos dá o livro Portrait of Markov (O Retrato de Markov) para lermos com ela. Esse livro fala sobre o seguinte de acordo com a mesma:

– Yuri

“Basicamente, é sobre uma garota no colégio que vai morar com sua irmã há muito perdida … Mas assim que ela faz isso, sua vida fica realmente estranha. Ela é alvo dessas pessoas que escaparam de uma prisão de experimentos humanos … E enquanto sua vida está em perigo, ela precisa desesperadamente escolher em quem confiar. Não importa o que ela faça, ela acaba destruindo a maioria de seus relacionamentos e sua vida começa a desmoronar … “

Isso é dito durante o ato I, parece até inocente se comparado ao que vem depois no ato II quando o resumo é alterado:

– Yuri

“Basicamente, é sobre esse campo religioso que foi transformado em uma prisão experimental humana … E as pessoas presas lá têm essa característica que as transforma em máquinas matadoras que desejam sangue. Mas a instalação fica ainda pior, e eles começam a criar pessoas seletivamente cortando seus membros e fixando-os em – O-Oh, isso pode ser um pouco de spoiler … ”

Esse resumo mudar tão radicalmente de uma hora para outra, assim como Yuri, deixa qualquer um com o pé atrás. Principalmente pela citação enfática da característica que transforma pessoas em matadores. Isso é tão sugestivo quanto o protagonista afirmando que Yuri parece a protagonista do livro e ela ficando na defensiva.

Respostas estão a caminho

Desde 2017, ocorre a discussão de inúmeras hipóteses ligando as pontas soltas dessa teia sedosa que é a história de DDLC. Há teorias que afirmam que Libitina e Elyssa são a mesma pessoa, tem quem afirme serem pessoas distintas, também falam sobre todas as meninas juntas fazerem parte de uma só pessoa fragmentada e mais milhares de hipóteses.

Dentre as milhares de hipóteses, algumas são realmente plausíveis e bem sólidas. Deixarei aqui três vídeos ótimos sobre visões diferentes do jogo. Um dos vídeos é do youtuber Core, o outro é do também youtuber Linkzin e o último é do canal Game Theory, o mais famoso canal de teoria sobre jogos do mundo.

No entanto, não vai ser só na base das conjecturas que iremos descobrir todo o ocorrido no verdadeiro mundo de DDLC. Para isso devemos mergulhar na sua “sequência” que chega amanhã, atrasada 3 anos do recado da Monika devido a proporção de fama que o jogo tomou.

Me refiro como sequência entre aspas, pois a confirmação que temos é de que o jogo contará a história já conhecida com extras (Side-Quests). Devido a isso, não sabemos qual será o tamanho de possíveis conteúdos novos. Se serão apenas essas sides, ou teremos algo mais dividido como sequência direta do final original.

Pego-me pensando se não seria esse o modo citado pela Monika de que poderíamos voltar e avisar aos outros. Pessoalmente venho a acreditar que toda a história de DDLC seja um ciclo, ao qual devemos quebrar. Inclusive não o conseguiremos sozinho, pra isso precisaremos de uma ajuda da nossa “vilã”, Monika. Seria interessante tentar libertar ela sem que ela fique louca por nós, devido a epifania do Terceiro Olho.

Diversos testes já foram realizados trocando e retirando arquivos do DDLC original e tudo que eu citei aqui não foi nem metade do iceberg de curiosidades ao qual esse jogo possui. Se com meu resumo ficaram interessados: joguem, busquem, vão atrás. Até porque o Terceiro Olho está de volta e precisamos pará-lo.

Antigamente o jogo pesava 250 MBs (Megabytes) e era grátis, mas agora pesa 3Gbs (Gigabytes) e custa um bom dinheiro. Independente de tudo, sei que valerá a pena. Então vem comigo, vamos tomar chá e comer cupcakes.

Se desejar, confira antigas postagens dessa coluna e comente suas opiniões: Conjecturas Fantásticas

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