As plataformas de vídeo não nasceram do nada

Streamings competem por mercado durante pandemia

Vivemos em um mundo cada vez mais globalizado, não há dúvidas. Porém, essa globalização se estende para o campo tecnológico que, através de nossos hábitos de consumo de seus produtos e serviços, alimentam cada vez mais a indústria do entretenimento. A era tecnológica dos streamings e sua acessibilidade marca essa década. Mas nem sempre foi assim; A Netflix, lá no começo das suas atividades (2007), quando trabalhava com envio de filmes alugados para DVD até a casa das pessoas encontrou dificuldades para expandir esse mercado novo. No entanto, anos depois, a empresa americana viria a ser pioneira no ramo de serviços de séries e filmes digitais atuais que conhecemos, com aproximadamente 200 milhões de assinantes; isso sem falar que a plataforma é altamente independente com produções próprias, de fato um marco tecnológico.  Ou seja, se naquele momento alguém dissesse para você que os streamings teriam esse impacto todo na indústria, e em nossas vidas, seria possível acreditar? Bom, eu no caso, diria que essa pessoa fez uma viagem no tempo com o carro de McFly. Assim como nos filmes: “De volta para o futuro”. Pois não era fácil de se imaginar algo do tipo, lá por volta de 2007.

A pandemia beneficiou de certa forma todas as outras opções de streaming

Muito por conta da quarentena imposta pela covid-19, o ano de 2020 se tornou o ano do boom do streaming no Brasil. Aliada a necessidade de se consumir mais entretenimento em casa concretizou o engajamento de metas das plataformas audiovisuais. Atualmente, de acordo com uma pesquisa da Nielsen Brasil, 42,8% dos brasileiros assistem a conteúdos de streaming diariamente. E, isso não é pouco, não mesmo! Além da Netflix, contamos com uma variedade de plataformas de streamings que ganharam destaque no mercado sob demanda: HBO GO, Telecine, Crackle, Globo Play Store, iTunes, Amazon Prime Video, entre outros. Para se ter uma noção do alcance dessas metas: Só a plataforma da Globo, em relação ao aumento esporádico de assinantes, teve alta de 145% em comparação ao ano de 2019.

Como se pode ver mesmo com a pandemia o mercado dos streamings segue em alta expansão, afinal, são nada mais que US$12 bilhões aplicados em recursos para tal investimento. Com esse crescimento é possível notar o porquê de roteiristas, produtores e diretores, saberem que esse é o momento de apostar suas fichas nessa nova tendência audiovisual.

Foto: Reprodução

Disney + impulsiona mercado apesar de diversas outras novidades serviços de streaming

Recentemente no Brasil, esse streaming já bateu a marca de 100 milhões de assinantes no mundo, e não é só, A plataforma Disney+ trouxe um catálogo rico com programações de sucesso e bem conhecidas pelo público jovem. A expectativa se deu em torno das novidades em conteúdos originais dos estúdios Disney, além de títulos adquiridos de empresas como a Marvel. No momento as séries mais populares da plataforma são: “Falcão e o Soldado Invernal”, “WandaVision”  juntas passam a ser o diferencial atrativo para  entretenimento do público. Então, agora é acompanhar para ver até onde vai esse engajamento forte com o público. Contudo, estou convicto que daqui a alguns anos as plataformas de streamings vão alcançar números bem maiores, mas para isso, é preciso continuar oferecendo um serviço de qualidade para seus assinantes.

** Este texto não necessariamente reflete, a opinião deste portal

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